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A dinâmica do emprego

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

Dados fechados pelo IBGE dão conta que o desemprego no Brasil ficou em 5,4% no mês de janeiro. No Estado de São Paulo, este patamar foi maior: 6,4%. A pesquisa apontou ainda que o rendimento médio do trabalhador está em R$ 1.820,00, que representa um crescimento nominal de 2,4% se comparado com janeiro de 2012, ou seja, sequer repôs a inflação no período. Na prática existe uma dinâmica no emprego. Alguns setores contratam, outros dispensam. Também há o advento da formalização, ou seja, o governo vem facilitando a abertura de empresas individuais, estimulando a chama carreira solo.

No caso de São Paulo a elevação do desemprego se deu por conta dos temporários. Quando estes não são contratados voltam para a estatística de quem está procurando uma colocação. Para que os números na atinjam patamares indesejados como tivemos no passado, ou seja, acima de 10% de desemprego, o crescimento da economia é o melhor remédio. Crescimento econômico aumenta a oferta de empregos e eleva o valor médio de remuneração. Também o crescimento econômico amplia a arrecadação do Estado aumentando sua capacidade de investimentos, fomentando mais empregos. É o que se chama de ciclo virtuoso. Por isso, mais do que lamentar a oscilação no emprego, é trabalhar para o crescimento econômico seja uma realidade.

Para tanto é preciso ter convicção no controle de preços, posto que o pior dos mundos é combinar inflação em alta com baixo crescimento econômico, além de estimular o setor produtivo diante de tantas incertezas. Não é tarefa fácil, pois quando o risco aumenta o apetite por investir cai. A ação coordenada e transparente do governo, principalmente da equipe econômica, seria capaz de estimular o mercado. Se isso não acontece à tendência é a contração. Não adianta apostar todas as fichas na copa das federações, na copa do mundo e nas olimpíadas, imaginando que estes eventos são suficientes para fomentar fortemente a economia. É preciso mais e este mais, como colocado vem da ação firme da equipe econômica. Os números sem análise e ação são somente números e nada mais. É preciso ir além.

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista, presidente da Acib, diretor do Corecon e articulista do JC

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