Paulo Whitaker/Reuters |
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Luis Fabiano comemora após o gol marcado |
O São Paulo sofreu para superar o Strongest, da Bolívia, por 2 a 1, ontem, no Morumbi, pela segunda rodada do Grupo 3 da Libertadores.
Com o resultado, a equipe brasileira chegou aos mesmos três pontos do time boliviano. Os dois clubes também possuem um saldo de gols igual e dividem a segunda posição da chave. O líder é o Atlético-MG, com seis pontos. O argentino Arsenal ainda não pontuou.
O técnico Ney Franco, do São Paulo, colocou o time para frente. Armou a equipe no 4-3-3 com Aloísio aberto pelo lado direito do ataque.
A formação se mostrou eficiente nos primeiros minutos de jogo. Logo no início, o zagueiro Méndez já estava com cartão amarelo e o goleiro Rogério teve uma ótima oportunidade para abrir o placar.
Mesmo com a chance clara de gol, a torcida reclamou da infração, pois Aloísio levou vantagem no lance e balançou as redes adversárias. O tento foi anulado.
Na cobrança da falta, o capitão são-paulino buscou o canto esquerdo de Vaca, mas o goleiro do time boliviano conseguiu colocar a bola para escanteio.
A situação mudou quando, aos 20min, Escobar cobrou escanteio, Cristaldo desviou e a bola sobrou para o zagueiro Barrera empurrar para a meta de Rogério com um carrinho.
Atrás do placar, o time paulista ficou desestabilizado -a torcida passou a vaiar qualquer jogada contra o clube do Morumbi.
O centroavante Luis Fabiano era o retrato do nervosismo. Aos 40min, ele recebeu uma boa bola no ataque, driblou o oponente e chutou para fora.
Dois minutos mais tarde, o camisa 9 participou da jogada do empate. Depois de girar e bater da marca do pênalti, Luis Fabiano viu Vaca dar rebote e Osvaldo igualar.
Na volta do intervalo, Ney Franco disse que cobrou os atletas por um melhor desempenho. Apesar da conversa, a postura não mudou.
Aos 15min, um lance agitou as arquibancadas do Morumbi. Douglas desceu pela direita e cruzou rasteiro na área. Jadson encheu o pé e acertou o travessão do rival.
Logo depois da jogada, Ney Franco fez a primeira alteração no São Paulo. Sacou o volante Denílson para a entrada do meia Ganso. A equipe ficou ainda mais ofensiva, porém deu espaços na defesa.
Aos 22min, Escobar achou espaço na lateral direita da equipe brasileira, cruzou na área e Reyna cabeceou fraco para defesa de Rogério.
Sem conseguir a virada, o treinador são-paulino mexeu mais uma vez. Colocou Cañete na vaga de Aloísio. No minuto seguinte, o argentino deixou Ganso livre na área. O meia serviu Luis Fabiano, que só teve o trabalho de empurrar para as redes.
Depois da virada, Fabrício ainda entrou no lugar de Jadson para segurar o placar. Mesmo com o sufoco, a torcida gritou "olé" no fim do duelo.
Na próxima rodada, o São Paulo recebe o Arsenal, no Pacaembu, dia 7 de março. Um dia antes, o Strongest visita o Atlético-MG.
SÃO PAULO
Rogério; Douglas, Lúcio, Rafael Toloi e Cortez; Wellington, Denilson (Ganso); Jadson (Fabrício) e Aloísio (Cañete); Osvaldo e Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco
THE STRONGEST
Vaca; Bejarano, Barrera, Mendez e Torrico; Chumacero, Veizaga, Soliz e Cristaldo (Cunningham); Escobar e Reina. Técnico: Eduardo Villegas
Estádio: Morumbi, em São Paulo
Árbitro: Enrique Cáceres (PAR)
Gols: Barrera, aos 20min, e Osvaldo, aos 42min do 1º tempo; Luis Fabiano, aos 34min do 2º tempo
Cartões amarelos: Wellington (SP), Mendez, Barrera e Soliz (STR)
Renda: R$ 918.305,00
Público: 31.273 pagantes
