O nome é Aparecida Brito Caleda, mas ela é conhecida mesmo como a Cidinha do Azulão. Uma das primeiras moradoras do Parque Jaraguá, a presidente da Escola de Samba Azulão do Morro, mostra que futebol também é coisa de mulher, já que é presidente do Atlético Clube Jaraguá, time da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA), posto que herdou do pai, assim como a paixão pelo Carnaval, que é herança materna.
E no Jaraguá, ela é mais do que uma mulher conhecida. É a companheira para todas as horas, uma das pessoas que estende as mãos para quem precisa. “Eu me preocupo muito com o futuro das crianças. Por isso estamos retomando o “Sementes do Azulão”, um projeto que visa tirar os pequenos da rua para ensinar música e orientar sobre os caminhos corretos da vida”, pontua.
Por essas e outras, Cidinha é considerada por muitos como a “mãezona” do Jaraguá. E as lutas não são fáceis, principalmente quando o assunto é levar a escola de samba do bairro todos os anos para o Sambódromo de Bauru. “Nós fazemos festas com o intuito primeiro de unir a comunidade para aprender a gostar da nossa escola e não deixar o nosso samba morrer”.
Preocupada com o futuro dos jovens, Cidinha também atua com uma espécie de conselheira dos pais e faz o que pode para ajudar. “Acho que os pais deveriam participar mais da vida de seus filhos, saber por onde e com quem andam. Digo isso para as pessoas que eu conheço. As drogas estão roubando nossas crianças e essa é uma realidade muito triste. Precisamos de toda ajuda possível para levar os projetos sociais adiante”, enfatiza.