Sou democrata, defensor incondicional dos princípios constitucionais. Mas em meu país, onde atualmente a oposição não existe, simplesmente vendeu-se, onde grande parte da imprensa foi comprada, e diante de tanta bandalheira, de tanta falta de ética e moral, de tanta roubalheira sem punição, de tanto ver as normas e princípios legais serem desrespeitados por essa corja que tomou conta do poder, começo a ter dúvidas se essa minha arraigada convicção atualmente continua válida, ou se, na melhor das hipóteses, precisa ser relativizada.
A dona Dilma mal começou seu terceiro ano de mandato e esqueceu a sua verdadeira função, a de governar. Virou palanqueira e partiu para uma descarada campanha pela sua reeleição, usando as facilidades do cargo e principalmente o dinheiro público. A sede do governo será fechada para que a candidata percorra o país, comprando com sorrisos e beijos corações e mentes de eleitores analfabetos. Os politiqueiros da base alugada já enviaram com antecedência o número da conta corrente para o Palácio do Planalto ou nomearam os respectivos laranjas.
Como cidadão brasileiro cansado de ver tanta patifaria no meu país, faço um apelo à juíza Cármen Lúcia Antunes Rocha, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que, no uso de suas atribuições legais, cumpra com independência a regulamentação que está determinada nos artigos 118 e121 da Constituição Federal de 1988.
Regulamentação essa que torna o TSE um órgão Administrador Eleitoral independente, capaz de dar uma basta a essa pouca vergonha que, se não for interrompida a tempo, o Brasil, até as eleições de 2014, não terá mais 26 Estados e um Distrito Federal, terá 26 capitanias hereditárias subordinadas a um poder central. Já chega a capitania do Maranhão
Humberto de Luna Freire Filho, médico