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Fernando Monti lamenta morte prematura

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, que também é médico infectologista, lamentou a morte de Priscila Sakai. Além de descartar a hipótese de um quadro de dengue, ele explicou que, provavelmente, ela teve contato com algum portador da patologia, já que a doença é transmitida pelas vias respiratórias.

“O caso me deixou muito sensibilizado. Sou muito amigo do vereador Sakai e tenho uma filha mais ou menos nessa faixa etária. Fiquei muito chocado também por essa nossa relação de amizade. Vamos nos esforçar para esclarecer rápido tudo o que transcorreu. Sabemos que isso não trará a Priscila de volta, mas que pode ser um dos elementos de conforto para a família”, disse.

As coletas para exame já foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz e a primeira análise feita teve resultado negativo para o quadro de dengue, conforme afirmou o titular da Saúde.

“Eu tive uma informação extraoficial hoje (ontem) da minha equipe de que parece que o material do teste da dengue já teria sido processado e teve resultado negativo para a dengue”. O exame para a bactéria que causa a meningococcemia, também conhecida como meningococo, continua sendo processado.


Rápida

Segundo Fernando Monti, quando essa bactéria age no organismo, a evolução é muito rápida e muitas vezes não chega a evoluir para uma meningite, “pula” direto para o quadro generalizado, intitulado meningococcemia, o que provavelmente aconteceu com Priscila.

“É como se, ao invés de dar meningite, desse um quadro disseminado da bactéria no organismo. Essa bactéria começa a causar reações rápidas e graves no organismo. Isso acontece num prazo de 12 horas, muito rapidamente”, explicou o infectologista. As manchas avermelhadas que ficaram visíveis pelo rosto e pelas mãos da jovem podem ser sinais dessa patologia.

Como essa bactéria se aloja na garganta, muitas pessoas que possuem imunidade normal não desenvolvem a doença, mas podem ser transmissores através das vias respiratórias. “Possivelmente ela teve contato com alguém que tinha essa bactéria no organismo. Agora nós medicamos todos os familiares que tiveram esse contato mais íntimo e prolongado com a Priscila. O fato de a Priscila ter a imunidade reduzida por conta da gravidez é um dos fatores que contribui para a evolução dessa doença”.

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