Polícia

DIG prende suspeito de matar jovem em outubro

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil prendeu o homem acusado de assassinar, em outubro do ano passado, Rodrigo Carlos da Silva, 23 anos, conhecido como Di Menor. Suspeito desde o início das investigações, Jean Alves da Silva, 20 anos, estava com prisão temporária decretada e foi detido anteontem em sua casa, na Vila Coralina. Apontado como possível coautor do crime, Willian de Paula Correa, 21 anos, está foragido.

A vítima era usuária de crack e teria sido executada com dois tiros – um no tórax e outro na cabeça - por conta de dívidas contraídas com traficantes. Ele foi morto em um imóvel abandonado, conhecido como “casarão”, localizado na quadra 1 da avenida Amapá, próximo ao viaduto da rodovia Marechal Rondon sobre a avenida Rodrigues Alves.

O local é conhecido por ser ponto de tráfico e consumo de drogas e teria sido lá que Rodrigo e Jean teriam se conhecido. Eles se tornaram amigos e, inclusive, já teriam sido presos juntos, no início do ano passado, por tráfico de drogas.

Execução

Rodrigo foi libertado no dia 9 de outubro e, na madrugada do dia 27, foi executado, provavelmente num acerto de contas. Uma testemunha relatou que ele teria sido visto momentos antes com a namorada, quando Jean chegou acompanhado de Willian.

“Logo depois, esta testemunha ouviu disparos”, completa Kleber Granja, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Na época do crime, Jean chegou a depor na unidade especializada, mas negou ter assassinado a vítima e apresentou um álibi, que se mostrou inconsistente.

“Ele também foi submetido a exame residuográfico que comprovou a existência de partículas de chumbo em uma das mãos, resultantes de disparo recente de arma de fogo”, comenta o delegado. Diante das evidências, Jean foi preso no final da tarde de anteontem, em sua casa, localizada na quadra 4 da rua Paraná, na Vila Coralina.

No imóvel, os policiais da DIG ainda encontraram uma porção de crack, R$ 229,00, um aparelho de DVD, um notebook e um IPhone 5. “Ele não trabalha e não soube explicar a origem do dinheiro. E disse que tinha achado o celular jogado na rua”, comenta Granja.

O aparelho, no entanto, havia sido roubado no último dia 28 de fevereiro no mesmo bairro. Jean não foi reconhecido pela vítima, mas poderá responder por receptação dolosa, além de tráfico de entorpecentes.

Denúncia

Ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Avaí, onde permanecerá ao menos por 30 dias, quando o inquérito sobre o assassinato deve ser concluído. Quem tiver informações sobre o paradeiro do possível coautor, Willian de Paula Correa, conhecido como Sujinho, deve entrar em contato com a Polícia Civil pelos telefones 197 ou (14) 3224-3090.

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