Internacional

Dilma decreta luto e vai hoje para Caracas; Lula e Dirceu também

Folhapress
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A presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias pela morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e embarca hoje pela manhã para Caracas onde comparece ao velório do colega venezuelano. Dilma retorna sexta-feira ao Brasil, depois do enterro de Chávez.

Segundo assessores, o governo brasileiro trabalha com o cenário de convocação de uma nova eleição presidencial na Venezuela e, reservadamente, prefere que Nicolás Maduro, vice de Chávez, seja o vitorioso do pleito.

O governo brasileiro não enxerga nenhum tipo de risco institucional para a Venezuela neste momento, mas vai acompanhar com “atenção” o que vai acontecer no país vizinho.

Lula e Dirceu

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcará hoje para Caracas. Lula deve se encontrar com a presidente Dilma Rousseff na capital venezuelana e voltará ao Brasil na sexta-feira.

Condenado a dez anos e dez meses de prisão no julgamento do mensalão, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) pediu ontem ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para deixar o país e participar do enterro de Chávez. Durante o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), o relator do processo e presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, determinou que os 25 condenados entregassem seus passaportes e proibiu que deixassem o país. No pedido, a defesa alega que Dirceu tinha uma relação próxima a Chávez.


EUA vão enviar delegação para enterro

Os Estados Unidos devem enviar uma delegação ao enterro de Chávez. Segundo as agências de notícias, a informação foi divulgada por um funcionário do Departamento de Estado americano, mas a decisão final será tomada pela Casa Branca.  Segundo a agência de notícias Reuters, altos funcionários dos EUA disseram, ontem, que Washington não tem planos imediatos de responder a expulsão de dois militares da Venezuela.

A expulsão foi anunciada ontem, pelo vice-presidente venezuelano Nicolás Maduro, pouco antes de a notícia da morte de Chávez ser divulgada. No mesmo discurso, Maduro insinuou que o câncer de Chávez era um ataque dos inimigos da Venezuela. Os EUA classificaram a acusação como “absurda”.

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