Nacional

Chalita é alvo de questionamento em posse

Por Erich Decat | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Eleito novo presidente da Comissão de Educação da Câmara, o deputado Gabriel Chalita (SP) foi confrontado ontem por integrante do colegiado sobre as denúncias de corrupção investigada pelo Ministério Público Estadual.

As investigações partem de quatro depoimentos de um analista de sistemas que diz ter sido assessor informal de Chalita na época em que ele foi secretário estadual da Educação, entre 2002 e 2006.

Conforme a Folha de S.Paulo revelou no dia 23, o Ministério Público Estadual abriu 11 inquéritos para investigar o peemedebista por suspeita de corrupção, enriquecimento ilícito e superfaturamento de contratos públicos.

Na sessão de ontem no colegiado, a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) disse que se sentia "carente" de explicações e que a ocasião servira como uma oportunidade para Chalita dar "boas notícias".

"Queria encarecidamente como cidadã e deputada que você nos desse uma boa noticia e uma informação porque todo mundo tem lido o que tem acontecido", disse a deputada.

Com a palavra, o peemedebista se defendeu das acusações em tom de desabafo e disse que era vítima de movimento político originado na disputa pela prefeitura de São Paulo, em outubro do ano passado.

"A injustiça dói. Eu sempre fui professor de ética e quando ensinava Aristóteles dizia isso. Nada e mais doloroso que a injustiças", afirmou.

"Esse denunciante já deu 10 versões diferentes sobre essa história. Quando as pessoas dizem que há 11 inquéritos no Ministério Púbico a maior parte não é inquérito, mas procedimentos preparatório para o inquérito", disse o deputado.

Em seguida tentou diminuir os motivos das investigações. "Tem um inquérito em que eu respondo que uma funcionária da secretaria escreveu um livro para mim chamado 'Mulheres que mudaram o mundo'. Esse livro foi publicado em 1992. Eu fui secretário em 2001. Então as coisas não batem."

Para o deputado o acusador tenta folclorizar sua imagem. "Todas as informações objetivas que ele coloca tenho a maior tranquilidade de respondê-las uma a uma sem problemas. Tenho convicção com relação à Justiça. Ele tenta folclorizar a minha imagem. Claro que há alguém por traz há grupos políticos por trás", disse.

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