Os dias não são difíceis apenas para os chavistas na Venezuela. Para a debilitada oposição, apresentar um candidato para disputar uma eleição relâmpago contra um governo turbinado pela comoção pela morte de Hugo Chávez será mais difícil do que foi enfrentar nas urnas o quase imbatível esquerdista nos últimos 14 anos.
Nos partidos da MUD (Mesa de Unidade), a coalizão da oposição, a decisão tomada é apontar o governador de Miranda, Henrique Capriles, como candidato.
Os líderes oposicionistas estão à espera da definição do calendário eleitoral - de acordo com a Constituição, nova eleição presidencial deve ocorrer em 30 dias - e do fim do período de luto oficial, na próxima semana, para se reunirem e fazer o lançamento da candidatura.
O problema é que o próprio Capriles, que obteve importantes 44% dos votos contra Chávez em outubro, avalia que essa disputa é praticamente perdida.
Ele preferia não concorrer novamente, mas como principal nome da oposição, poderá ser obrigado a fazê-lo.