Internacional

Maduro assume Presidência interina

Folhapress
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O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu ontem lealdade e continuidade ao presidente Hugo Chávez, em discurso emocionado durante o funeral do mandatário, na Academia Militar de Caracas.

Maduro assumiu o controle do país na noite de ontem, após juramento ante à Assembleia Nacional. Ele permanecerá no cargo pelo menos até a posse do presidente eleito no pleito que deverá acontecer até abril. A previsão é que ele seja um dos candidatos a concorrer no pleito.

Durante os quase 40 minutos de discurso, Maduro ficou emocionado e embargou a voz em diversas ocasiões ao se referir a Chávez e à sua morte, que chamou de “grande tragédia do século XXI”. Alguns momentos do pronunciamento foram interrompidos por aplausos e gritos de “Chávez vive”.

Ele disse que todos os presentes sentiam uma imensa dor com a sua morte. Fazendo referência a Simón Bolívar e outros líderes históricos venezuelanos, que foram traídos, Maduro prometeu lealdade a Chávez e ao projeto de governo.

“Cumpriu-se a palavra de Fidel (Castro), aqui estamos de pé, leais frente ao senhor. Quebramos o malefício da traição da pátria e quebraremos o malefício da derrota e da regressão”, disse, enquanto os aliados do governo, que estavam atrás de Maduro, se levantaram.

Testamento

Maduro disse que Chávez deixou um testamento político, que teria sido escrito em junho de 2012, pouco antes do início da campanha eleitoral para o pleito que terminou com a quarta reeleição ao cargo, em outubro. No documento, o vice-presidente diz que Chávez pediu cinco metas aos seus seguidores.

São os seguintes: 1) Manter e consolidar a independência da Venezuela; 2) Construir o socialismo diverso, democrático; 3) Transformar o país em potência; 4) Construir um mundo de equilíbrio entre os países; 5) Contribuir com a preservação do planeta e a preservação da espécie humana.

Ao terminar o discurso, afirmou que a missão de Chávez estava cumprida. “Comandante, missão cumprida! A batalha continua! Que viva Chávez, que viva sempre! Até a vitória, sempre!”

Em seguida, foi aplaudido e cumprimentado pelos dirigentes de Cuba, Raúl Castro; Equador, Rafael Correa; Bolívia, Evo Morales; Chile, Sebastián Piñera; e o príncipe Felipe, de Espanha.  Na noite de quinta-feira, Lula e Dilma estivem no velório.

Polêmica

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que compareceu ao funeral de Chávez ontem, causou polêmica em seu país natal ao dizer, em sua página pessoal, que o líder venezuelano “voltaria”, como o farão Jesus Cristo e o patriarca xiita imã Mahdi.

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