Cultura

O garoto setentão

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 2 min

James Paul McCartney tem 70 anos, mas como acreditar nisso?


A vitalidade do músico britânico e sua vocação para os palcos afrontam a lógica dos calendários. E o Brasil tem seu papel nessa história.


Afinal, é por aqui que “Sir Paul” recarrega as próprias baterias com o calor de um público entusiasmado.

 

Reprodução

Às vésperas do aniversário de 71 anos, Paul fará show em BH

Assim será novamente após o secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo (Secopa) em Minas Gerais, Tiago Lacerda, anunciar que o eterno Beatle vai (re)abrir sua turnê mundial no rejuvenescido Mineirão, em Belo Horizonte.


A apresentação está marcada para o dia 3 de maio, uma sexta-feira - às vésperas dos 71 anos do astro, em 18 de junho.


“Já tô vendendo meus celulares, minha câmera e o meu violão... Isso tudo pra ver Paul”, comentou um internauta assim que a notícia se espalhou. Na sequência, se nada mudar, Paul leva seu show “On The Run” para a Arena Castelão, em Fortaleza.


Foram oito shows de Paul no Brasil nos últimos dois anos e meio. Em 1993, ele já havia estado por aqui. E, em 1990, arrastou 180 mil pessoas em uma de suas duas antológicas apresentações no Maracanã.


De lá para cá, Rússia, Israel, EUA, Clile, Peru, Alemanha, Argentina...


Inquieto e produtivo


Paul não dá sinais de aposentadoria. Além dos shows grandiosos, lança novos álbuns seguidamente desde 1971 - ao vivo e de estúdio. São uns vinte - ou seriam trinta?


O mais recente, “Kisses on the Bottom” (2012), traz canções suaves que ouvia quando era adolescente em Liverpool - e duas inéditas.


Também é figurinha carimbada em eventos midiáticos. Em dezembro, apresentou nos Estados Unidos a pesada (e nova) “Cut Me Some Slack” com músicos do Nirvana durante show beneficente para vítimas do furacão Sandy.


Mútua admiração


Sobre o Brasil... “Eu verdadeiramente amo o país. E amo a música que vocês fazem”, declarou em 2010.


Pode parecer elogio oportunista, mas, em 1989, já dedicava uma canção ao líder dos seringueiros Chico Mendes, assassinado um ano antes (“Hou Many People”, do disco “Flowers in the Dirty”).


Também já afirmou que a “vibração” da bossa nova emprestou inspiração para algumas canções dos Beatles”, como “The Fool on the Hill” (1967).


Influenciado pelo Brasil - e influenciando gerações de brasileiros -, Paul volta à terra das Copas com fôlego de campeão. Já deve estar treinando: “Bôua noite, Bélow Ourissonte. Oulá, ceaurenses”.


“Oulá, Brasíl!”

 

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