Nacional

Ciclista é atropleado e perde o braço em São Paulo

Por Thiago Baltazar e Felipe Souza | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Um ciclista perdeu um braço depois de se envolver em um acidente, por volta das 5h deste domingo (10), com um veículo na avenida Paulista, nas proximidades da estação Brigadeiro do metrô, região central de São Paulo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o ciclista foi socorrido e levado ao pronto-socorro do Hospital das Clínicas. Não havia informações do estado de saúde da vítima.

 

Devido ao acidente, três faixas da esquerda, inclusive a ciclofaixa de lazer, no sentido Paraíso, permaneciam interditadas até as 11h20. Os ciclistas que passavam pelo local deviam continuar por uma faixa reversível criada na ciclofaixa no sentido oposto ou seguir por alguns metros na mesma faixa que os outros veículos.

 

No horário, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava uma lentidão de cerca de 900 metros.

 

O motorista, que havia fugido sem prestar socorro, se apresentou após o acidente no 3º Batalhão da PM e, em seguida, foi encaminhado ao 78º Distrito Policial (Jardins).

 

Segundo o investigador Eduardo Belmiro, o condutor confessou que jogou o braço da vítima em um rio na rua Ricardo Jafet após a polícia ter refeito todo o trajeto do motorista para encontrar o membro do ciclista. De acordo com Belmiro, os médicos disseram que poderiam ter tentado reimplantar o braço do homem em uma cirurgia.

 

Outros casos

 

Há um ano, a morte de uma ciclista atropelado na Paulista gerou uma série de protestos de cicloativistas. A bióloga Juliana Ingrid Dias, 33, foi atingida por um ônibus na manhã do dia 2 de março de 2012.Segundo testemunhas, ela estaria discutindo com um outro motorista de ônibus, gesticulando bastante, quando se desequilibrou e caiu embaixo da roda traseira de um segundo ônibus que vinha atrás, que fazia a linha Sacomã-Pompeia. Ela chegou a ser arrastada por cerca de quatro metros.

 

Em 2009, outro atropelamento envolvendo ônibus e ciclista na Paulista gerou repercussão e protestos por mais segurança no trânsito.

 

Na ocasião, Márcia Regina de Andrade Prado, 40, morreu após ser atingida na pista sentido Consolação, perto da alameda Campinas. A vítima era ativista no uso de bicicletas como forma de melhorar o trânsito e a qualidade do ar da cidade.

 

Para marcar o acidente, foi instalada uma "ghost bike'' (uma bicicleta branca) no mesmo local em que ela morreu.

 

Comentários

Comentários