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Deus não é testemunha de ninguém!

Munir Zalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Neste mundo as pessoas "usam" Deus sem qualquer cerimônia.

Delitos em geral, indignidades, agressões morais e físicas ou infração sujeita à punição pelas leis humanas, os acusados se defendem afirmando inocência e declaram que "Deus é testemunha" que não são culpados.

Deus não é testemunha de ninguém!

Deus vê, sabe e espera. Não interfere. Concedeu o livre-arbítrio para cada um desenhar e praticar suas ações.

Ninguém é santo. De corpo ou pensamento. Na Terra todos são réus diante da justiça divina. Até o dia do Juízo Final. Quando o espírito cruzar o túnel para o outro lado. Veredas da compunção. Caminhos para a ressurreição.

É muito fácil transferir para Deus as culpas. Dizer que "Deus é testemunha" é pretexto caçando justificar atitudes que contrariam Seus ensinamentos.

Nada acontece por acaso. Causa e efeito. O homem provoca, a razão se enfraquece, o efeito é mordaz. Todas as manhãs, Deus valoriza a vida e não é reconhecido.

A mesquinhez, a ânsia voraz pelo poder e bens materiais, conduz o homem para as trevas da iniquidade. Os males gerados pelo egoísmo destroem o espírito frágil afastando-o de Deus.

De nada valem as vãs desculpas impondo ao Pai os erros pelas covardias humanas.

"Deus é testemunha"... Deus não senta na cadeira das testemunhas.

Na medida em que o nível intelectual cresce e as experiências pessoais abrem os olhos, a espiritualidade do ser está aquém da dialética. O deslumbramento pelas coisas terrenas mantém a sua ceguidade abduzindo-o de se aproximar da perfeição espiritual.

O homem ainda não reconhece a sua pequenez diante de Deus e da sua comunidade. Vê-se como gigante a dominar céus e terras. O dono da verdade. Ignora ou finge desconhecer que a pretensão do poder não passa de imaginação anã diante da tolerância divina. Cada indivíduo é a sua escolha. As alternativas são incontáveis. As opções em plantar flores ou imundícies estão na ciência ou na consciência de cada um.

Sem ferir a visão o Sol está ao alcance do bom senso. É a iluminação espiritual. O atributo divino. A incorporação da Verdade Suprema. Em todas as janelas e quintais alumiando a esperança e aquecendo a fé.

"Deus é testemunha"...

Até quando o homem vai "usar" Deus à procura de justificativas para os desvios do seu caráter em benefício próprio? É manhã valorizada. O mundo gira para a vida e o amor vibrarem nas suas curvas. É tempo para Deus repousar. Sem ser testemunha de ninguém.

O autor, Munir Zalaf, é escritor e palestrante

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