Internacional

Maduro formaliza sua candidatura

Folhapress
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Com promessas de manter a revolução socialista de Hugo Chávez, o presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, registrou ontem sua candidatura para a eleição presidencial de abril, fazendo um comício que agitou a campanha eleitoral do polarizado país.

Maduro, um ex-motorista de ônibus e sindicalista de 50 anos, tem a missão de manter o chavismo vivo sem seu fundador, que morreu na semana passada, de câncer. Tentando imitar o estilo do seu mentor político, ele falou e até cantou para a multidão durante mais de duas horas em frente à sede da autoridade eleitoral. Ele chegou e foi embora do evento dirigindo um ônibus.

“Não sou Chávez, mas sou seu filho, e todos juntos somos Chávez”, disse Maduro, vestindo agasalho esportivo com as cores da bandeira venezuelana.

Antes de se afastar do governo para se tratar, Chávez apontou Maduro como seu herdeiro político, e ele é franco favorito para a eleição presidencial de 14 de abril.

O adversário dele, Henrique Capriles, enviou representantes para formalizarem a sua candidatura. Embora a campanha só comece oficialmente no princípio de abril, os dois candidatos já começam a usar munição pesada. Capriles já foi candidato a presidente em outubro do ano passado, quando perdeu para Chávez. Naquela época, ele foi alvo de ataques antissemitas e homofóbicos por parte dos chavistas (sua avó materna era judia, e ele é solteiro).

Em meio à controvérsia sobre a promessa de apoio das Forças Armadas à campanha de Nicolás Maduro na Venezuela, o presidente interino e candidato tem usado com insistência a expressão “alto comando cívico-militar” quando se refere às decisões de seu governo.

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