Regional

?Força-tarefa? vai analisar contas

Lilian Grasiela com redação
| Tempo de leitura: 2 min

Durante reunião realizada anteontem no Legislativo de Agudos (13 quilômetros de Bauru), Câmara, prefeitura e diretoria da Associação do Hospital de Agudos (AHA) decidiram criar ‘força-tarefa’ para analisar contratos e contas do hospital e elaborar plano de gestão visando sanear as finanças da entidade. Se nada for feito, a dívida do hospital poderá chegar a R$ 480 mil até o final do ano. Em 2011, a entidade amargou dívida de R$ 700 mil (leia mais abaixo).

O encontro contou com a presença do prefeito Everton Octaviani (PMDB), do presidente da Câmara Municipal, Auro Octaviani, de vários  vereadores e membros da diretoria da AHA.

Demonstrativos contábeis apresentados pelo hospital revelaram déficit mensal de R$ 45 mil. Porém, segundo a Câmara, documentos relativos aos contratos que a entidade mantém apontaram que, mensalmente, a dívida não deve ultrapassar R$ 17 mil. O presidente da Casa, Auro Octaviani, defendeu a análise dos custos do AHA e a renegociação dos contratos.

Já o prefeito ressaltou que o Executivo sempre foi e continuará sendo um parceiro do hospital. De acordo com Everton, os valores repassados pelo município ao Pronto-Socorro (PS) estão entre os maiores da região. Atualmente, a prefeitura transfere mensalmente à entidade R$ 380 mil para cobrir os custos dos atendimentos de urgência e emergência.

Os parlamentares foram unânimes em declarar que é necessário um “choque de gestão” para que a dívida da AHA seja finalmente saneada. Após muita conversa, a Câmara, a prefeitura e o hospital decidiram formar uma comissão com dois contadores do Executivo e dois do Legislativo para analisar os contratos e as finanças da entidade.

“Inclusive, está para ser renegociado o valor do repasse da prefeitura para a manutenção do Pronto-Socorro, sendo que uma das condições impostas pelo prefeito é negociar somente após a conclusão do trabalho da comissão de contadores”, ressalta o Legislativo, por meio de sua assessoria de imprensa.

O gerente administrativo da AHA, Alberto Alves Lima, alega que o hospital não está em crise e que a reunião teve como objetivo adequar orçamento para evitar que a entidade contraia dívida que pode chegar a R$ 480 mil no final do ano. “A situação do hospital em relação a 2011, quando a prefeitura fez aquela doação de R$ 700 mil, melhorou um pouco”, diz.

Lima critica a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). “Para cada R$ 100,00 que a gente gasta, a gente recebe R$ 65,00”, revela. “A gente vai tentar reduzir contratos, reduzir folha de pagamento, comprar melhor. A gente já tem um portal de compras e todo ano a gente economiza bem, tem muitos fornecedores cadastrados”.

Em 2011, após ameaçar fechar as portas por causa de uma dívida no valor de R$ 700 mil, a AHA foi ‘contemplada’ com duas ‘contribuições’ pela prefeitura de Agudos, uma no valor de R$ 320 mil e a outra no valor de R$ 380 mil, relativas à devolução de parcelas do duodécimo por parte da Câmara.

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