Bairros

Patrimônio ambiental

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Quem vive em Bauru ou passa pela Getúlio Vargas certamente já parou, ao menos por um instante, para admirar a grandeza da copaíba que embeleza a quadra 7 da avenida. No passado, a possibilidade de corte da árvore, que hoje é um dos símbolos de Bauru e patrimônio ambiental da cidade, foi cogitada para a duplicação da avenida . Além da copaíba da Getúlio, há outras 191 árvores tombadas no município, segundo a Secretaria Municipal do meio Ambiente (Semma).

Uma árvore tombada é uma planta imune, de preservação permanente. Uma lei federal garante que, quem ousar arrancar, cortar ou danificar qualquer planta do patrimônio público pode pegar de três meses a um ano de detenção e/ou pagar multa. A mesma punição vale para quem danificar árvores de espaços privados de terceiros.

Foi após a lei federal de 1965, que criou o Código Florestal, que as cidades puderam transformar árvores em parte do seu patrimônio histórico. Em Bauru, a lei municipal de arborização urbana adequa a proteção dessas árvores no município, cujo tombamento ganhou forças nos primeiros anos da década de 1990. As espécies tombadas são de responsabilidade da Semma.

Segundo o diretor do Departamento Zoobotânico da Semma, Cláudio Sampaio, para tornar uma árvore imune ao corte, leva-se em consideração sua raridade, antiguidade, interesse histórico, científico ou paisagístico, sua condição de porta-semente (matrizes) e qualquer outro fator considerado relevante pela Semma.

Além da Semma, qualquer munícipe pode solicitar a declaração de imunidade ao corte de árvore. Para isso é preciso enviar um requerimento à Secretaria. Já para preservar a espécie, cabe a Semma cadastrar e identificar com placas as árvores tombadas.


Falta identificação

Contudo, em reportagem pelos bairros da cidade, a equipe do JC verificou que faltam placas informativas sobre as árvores tombadas. Em praticamente todos os locais percorridos, como praças, por exemplo, as pessoas entrevistadas disseram desconhecer que na localidade há uma árvore protegida pelo patrimônio ambiental ou ainda, quando disseram já ter ouvido falar sobre o assunto, não souberam identificar a espécie.

Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal informou que a Semma pretende instalar placas indicativas nas árvores tombadas pelo município, no entanto, não há previsão de início da instalação.


Adoção

Quanto à adoção de árvores no município, Cláudio explica que não há um processo específico para o fim, entretanto, a adoção de praças e áreas verdes por pessoa física ou jurídica pode ser conseguida através de solicitação junto à Semma e efetuada no Poupa Tempo.

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