Polícia

Violência doméstica marca domingo

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O final de semana concentrou agressões domésticas em Bauru. Pelo menos cinco mulheres registraram boletim de ocorrência em relação ao tema. No caso mais recente, a vítima, após ser agredida, denunciou o companheiro por tráfico de entorpecente. Uma vendedora, de 32 anos, denunciou seu companheiro, de 21 anos, à polícia na madrugada do domingo, no Bauru XVI.

Segundo o que ela relatou, o companheiro faria tráfico de entorpecente. No guarda-roupa do casal, a polícia apreendeu balança de precisão, 23 pequenos pacotes de cocaína, 125 gramas de maconha e 151 pedras de crack, além de aparelho celular e produtos que serão investigados.

De acordo com a vítima, o companheiro não aceita o pedido de separação e, na madrugada do domingo, arrombou a porta da casa e a agrediu com socos e pontapés, além de ameaçá-la de “futuro incerto”, conforme registrado em boletim de ocorrência (BO).

Ela conseguiu fugir e acionou a Polícia Militar (PM). A mulher levou os policiais até a residência onde o entorpecente estava escondido. O acusado não foi encontrado no local, na quadra 2 da rua cabo Henrique Carmmevorak, também no Bauru XVI.

Outros casos

Na madrugada do sábado, na rua João Fernandes Sanches, Jardim Flórida, outra mulher teria sido agredida pelo marido por motivos familiares.

Na tarde também do sábado, na alameda Carlos Galliters, Parque São Geraldo, uma outra vítima teria sofrido ameaça de morte por parte de seu ex-companheiro, de 38 anos. De acordo com a vítima, há um ano separados, ele teria ido ao local e, após danificar a porta da sala da casa, a ameaçou de morte.

Ainda no dia 23, outra vítima, de 34 anos, procurou a polícia para registrar a agressão sofrida por parte de seu companheiro por ciúme. O agressor teria desferido socos e pontapés e ainda ameaçado a mulher de morte com um facão.

No mesmo dia, ainda de acordo com registros policiais, uma mulher de 40 anos foi agredida pelo ex-marido com socos e pontapés, provocando lesões no rosto, mão direita e braço esquerdo. Segundo a vítima, após a saída do autor de sua residência, ela notou que R$ 162,00 em dinheiro foi subtraído de sua bolsa.

Orientação

Quando vítima de violência doméstica, a mulher deve procurar a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência. Se o registro for feito no Plantão Policial, a unidade encaminha a ocorrência à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que intimará as partes. Se a vítima comparecer diretamente na delegacia, o andamento do inquérito segue com mais rapidez.

Depois de relatar seu histórico à autoridade da delegacia especializada, a vítima é informada sobre o prazo de seis meses para representar judicialmente contra o agressor. Somente a partir dessa decisão crucial é que o inquérito policial é instaurado.

O acusado é intimado e obrigado a comparecer para prestar esclarecimentos. Se ele não se apresentar na primeira solicitação enviada pelo correio, é chamado mais uma vez, e se não se apresentar novamente é solicitada a presença por força coercitiva.

A partir daí, a mulher pode, se sentir necessidade, solicitar ao juiz medida protetiva que, na maioria dos casos, é deferida pelo juiz em, no máximo, 48 horas. A mais comum é o afastamento do parceiro do convívio familiar e imposição de manutenção de distância mínima da vítima.

Caso o agressor desobedeça as regras, a vítima deve comunicar a Polícia Civil ou comparecer novamente à DDM. Neste caso, é pedida a prisão preventiva do acusado, que pode ficar preso até que seja julgado.

As mulheres que não tenham para onde ir, em alguns casos, podem também ser encaminhadas a abrigo especializado para receber mulheres vítimas de violência, que tem endereço preservado por questões de segurança.

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