Como de costume, os aliados de Marco Feliciano divulgam mentiras para tentar desmoralizar os protestos contra o pastor. Edson Valentim de Freitas Filho, neste jornal, construiu seu argumento em defesa de Feliciano em quatro pontos. Todos eles, propositalmente ou não, continham inverdades.
1 - A imprensa e os manifestantes têm todo o direito de identificar Marco Feliciano como pastor, uma vez que o próprio Feliciano utilizou-se de sua condição de líder religioso para ser eleito.
2 - Marco Feliciano não foi eleito para a Comissão de Direitos Humanos através de processo totalmente democrático. O pastor ganhou a presidência através de acordos com partidos aliados.
3 - Ninguém se calou em relação aos nomes citados pelo pastor Edson (todos esses políticos "que enxovalham a democracia", aliás, são aliados de Marco Feliciano). Em outras palavras, o pastor tenta justificar a permanência de Feliciano dizendo que ele é apenas mais um sujo no meio de tantos outros imundos.
4 - O que ele chama de "baderna" e "meios não-democráticos" são os protestos nas ruas e nas reuniões da comissão, direitos básicos do cidadão. Quem é que está sendo anti-democrático?
Não me surpreende que uma pessoa que fala tanto em democracia e liberdade de expressão queira calar os manifestantes anti-Feliciano. Confundir respeito com conivência é argumento de quem não tem argumento.
Gabriel Garcia Martinão, estudante