Ser empresário não é uma tarefa simples. Por isso, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), a falta de capacidade de gestão é o principal motivo pelo qual muitas micro e pequenas empresas (MEPs) não sobrevivem por muito tempo. Um estudo feito pela entidade junto à Receita Federal mostrou que o setor do comércio é o que se mantém mais vivo na região de Bauru.
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Malavolta Jr. |
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Para o diretor superintendente do Sabrae-SP, Bruno Caetano, MEPs fecham por falta de capacidade de gestão |
Em uma entrevista coletiva na tarde de ontem, Bruno Caetano, diretor superintendente do Sebrae-SP, explicou que o estudo, feito com base nos anos de 2005 e 2006, é antigo, porém, mais fidedigno, já que foi subsidiado pelo banco de dados da Receita Federal.
“A pesquisa foi feita com base no Censo. Tivemos acesso ao conjunto da base da Receita Federal, em um convênio Sebrae e Receita Federal, de todas as empresas que foram abertas na região de Bauru, no Estado de São Paulo e no Brasil nos anos de 2005 e 2006. Permanecem nessa pesquisa as que são consideradas micro e pequenas empresas”, explicou Caetano.
No estudo, foram contabilizados apenas os setores indústria, comércio e serviços. Conforme apurado junto ao Sebrae-SP, o setor de agronegócio não entrou nessas estatísticas por conta de problemas e adaptações com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Em 2005 um total de 4.051 MEPs obtiveram esse registro, contra 3.477 no ano seguinte.
Sobrevivência
No ano de 2005, o índice de sobrevivência da indústria foi de 72,4%, o do comércio foi de 71,6% e o de serviços foi de 73,2% na região de Bauru. No ano seguinte, o estudo apontou 74% de sobrevivência para a indústria, 76,7% para o comércio e 74,4% para o de serviços.
Em todo o Estado, em 2005, o índice de sobrevivência da indústria foi de 74,6%, o do comércio foi de 73,8% e o de serviços, 75,2%. Em 2006, esses números foram 78,2%, 76,9% e 76,9%, respectivamente.
“Podemos considerar que o índice de sobrevivência do setor do comércio em Bauru cresceu mais do que a média estadual, com um aumento de 5,1 pontos percentuais, enquanto em todo o Estado o crescimento desse setor foi de 3,1. Com mais oportunidades de orientação, a tendência é que as MEPs permaneçam muito mais tempo no mercado”, frisou o diretor superintendente do Sebrae-SP.
Mortalidade
Afinal, por que algumas MEPs não sobrevivem ao mercado nos dias de hoje? Segundo Bruno Caetano, diretor superintendente do Sebrae, algumas já são temporárias, e outras sofrem com a falta de capacidade de gestão. “Hoje em dia não basta ter uma boa ideia, é preciso saber executá-la. Por isso o Sebrae-SP oferece uma série de serviços, incluindo visitas frequentes, para orientar esses empresários”, completou Milton Debiasi, gerente regional do Sebrae-SP em Bauru.
Segundo a assessoria de comunicação do Sebrae-SP em Bauru, são caracterizadas microempresas aquelas com faturamento anual de até R$ 360 mil. Já as pequenas empresas são os empreendimentos com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões ao ano.
Microempresária inova e muda de segmento
Quando Giovana de Almeida Lima, 25 anos, decidiu ser microempresária, logo montou uma loja de vestuário feminino na avenida Nossa Senhora de Fátima, Jardim Europa, em Bauru. Passados quatro anos, o faturamento da empresa já não era mais o mesmo. Algo estava errado.
“Eu vi que não estava mais vendendo como antes e procurei o Sebrae-SP. Um estudo feito por eles apontou que o comércio ali estava mais ligado a casa e construção. Como os pais do meu namorado eram fornecedores de cortinas, acabamos decidindo trabalhar com isso e houve uma aprovação do Sebrae-SP. Estamos com a nova loja há sete meses e já expandimos para a venda de persianas e tapetes”, relatou Giovana, que também é estudante de artes visuais.
O Sebrae-SP em Bauru oferece uma série de serviços gratuitos que auxilia o micro e pequeno empreendedor. A entidade fica na avenida Duque de Caxias, 16-82, em Bauru, e atende também pelo telefone (14) 3234-1499.
Jovem Empreendedor
Durante a tarde de ontem, o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, esteve presente na Delegacia Regional de Ensino de Bauru junto do chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Educação, Fernando Padula, para uma solenidade de entrega de 137 certificados a professores que concluíram o curso de capacitação Jovens Empreendedores Pequenos Passos (JEPP).
“Foi uma formatura dos professores do Programa Escola da Família e mediadores, que passaram por uma capacitação e poderão repassar esse aprendizado sobre empreendedorismo a alunos do 1º ao 9º ano. No próximo ano, esse projeto deve ser ampliado para o ensino médio e integral”, afirmou Padula, que representou o titular da Educação Herman Voorwald. O projeto consiste na capacitação de adolescentes das escolas estaduais por meio de uma apostila elaborada pelo Sebrae-SP. O curso tem uma duração total de 48 horas e é ministrado pelos professores certificados.
