Dias atrás eu estava descendo a Rua Gustavo Maciel, no Centro de Bauru, quando me deparei com uma construção "colada" ao antigo Bauru Tênis Clube. Praticamente uma extensão do prédio, o que provavelmente, quando estiver pronto, dará um visual completamente diferente ao conjunto original da obra. Isso me deixou muito incomodada, pensando como aquilo descaracteriza parte da História de muitos bauruenses, e até quando esse suposto progresso desrespeitará a nossa História.
Aquele lugar não é apenas um prédio, é muito mais do que isso, é um documento que fez parte da vida de nossos avós, pais e nossa também. É de valor muito mais alto do que a maldita especulação imobiliária poderia transformar em números. Quantas vezes você se deu ao trabalho de prestar atenção no que está ou não sendo preservado para contar a nossa História? Acreditamos que sempre devemos cobrar das "autoridades" os nossos direitos. Mas, e você? O que tem feito como cidadão?
Parcelamos o pagamento de viagens à Europa para admirarmos os Patrimônios da Humanidade, ao mesmo em tempo que "sapateamos" no nosso próprio Patrimônio Cultural, com a velha síndrome de inferioridade, achando que nossa cultura e história não são suficientemente boas.
Cabe a nós conhecermos mais sobre a História da cidade em que vivemos, entender por que preservar e a importância da preservação. Ter amor e cuidado com a História que nos foi herdada. A preservação é a principal ligação entre quem construiu o nosso passado e as gerações futuras.
O que você vai deixar para os seus filhos, netos, bisnetos e as futuras gerações? Uma História de destruição, onde tudo é descartável? Nessa sociedade de valores tão básicos, onde o que importa é acordar, comer, trabalhar e voltar a dormir, onde poderíamos encaixar esses valores? Que tal olharmos para nossa cidade com mais carinho e compreendermos que podemos progredir lado-a-lado com a preservação de nossa História?
Fabiana Ferreira