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Sérgio Guerra, Pedro Tobias e Fernando Henrique, durante Congresso Estadual do PSDB |
Às vésperas da definição de um novo nome para comandar o diretório nacional do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu a unidade do partido. “Cansei de ver o PSDB dividido, quero ver o partido unido”, afirmou ontem, durante o Congresso Estadual da sigla, na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Ao lado do atual presidente do partido, Sérgio Guerra, mas sem a presença do senador Aécio Neves, provável candidato a assumir o PSDB, num possível primeiro passo para a corrida pela Presidência da República em 2014, FHC destacou que a legenda precisa assumir uma posição “ativa” e “sem medo” no cenário político nacional.
No evento de ontem, que reuniu centenas de militantes, foi aprovada uma carta que será encaminhada ao Diretório Nacional para definir a liderança do partido. A convenção que vai definir o nome do novo presidente da legenda está marcada para 25 de maio. O atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra não estiveram presentes.
Tom econômico
O ex-presidente classificou os governos petistas - de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff - como “bons”, mas “não o suficiente”. Ele citou como exemplos do que precisa melhorar a qualidade da educação e a prestação de serviços públicos.
FHC criticou, ainda, a falta de infraestrutura no País, como no caso das “filas nos portos e estradas esburacadas”. Ele defendeu também os modelos de “concessões reguladas” de seu governo.
O ex-presidente avaliou ainda que a Petrobras “anda pra trás” atualmente. Segundo ele, o governo “não deixa a Petrobras crescer”. FHC defendeu também uma nova matriz energética, voltada às energias limpas.
O tucano fez uma defesa do Plano Real, que, segundo ele, foi o “responsável pela redução da inflação” no País. “Derrubamos a inflação quando ninguém conseguia. Tínhamos uma moeda para o rico e outra para o pobre. Unificamos a moeda no País.”
Tucanos aprovam eleições diretas para novos dirigentes
Durante o Congresso Estadual do PSDB paulista, ontem, na Assembleia Legislativa, em São Paulo, os delegados tucanos aprovaram a Carta de São Paulo, documento que resume o pensamento de lideranças e militantes, em um debate interno que começou em 2 de janeiro, liderado pelo deputado Pedro Tobias, presidente estadual do partido.
Um dos principais pontos aprovados é o de eleições diretas para a escolha dos dirigentes partidários em todos os níveis – municipal, estadual e nacional.
Se esta proposta for aceita e aprovada pela direção nacional do partido, a eleição do diretório estadual tucano marcada para maio já poderá ter o voto direto dos filiados e Tobias como candidato à reeleição. O deputado bauruense condiciona sua candidatura à aprovação das diretas.
Propostas aprovadas
Os objetivos do Congresso Estadual do PSDB-SP foram debater o programa do partido, as normas estatutárias e destacar o código de ética. Até o dia 28 de fevereiro, os filiados paulistas do PSDB puderam enviar propostas.
No mês de março aconteceu a sistematização e conciliação das ideias que foram apresentadas em Plenária, ontem.
As propostas aprovadas serão encaminhadas ao diretório nacional. Uma delas prevê a regra da ficha limpa para a aceitação de novos filiados. Ou seja, só poderá entrar no PSDB quem não tiver condenação judicial.
