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Shell e Basf vão pagar indenização de R$ 200 mi a ex-funcionários


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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) concluiu um dos maiores acordos da Justiça Trabalhista do país na manhã desta segunda-feira (8). A Shell e Basf deverão pagar indenização coletiva de R$ 200 milhões aos trabalhadores contaminados por substâncias cancerígenas numa fábrica de pesticidas, em Paulínia (xx quilômetros de Bauru).

O processo tratou da contaminação do solo e dos lençóis freáticos da região da fábrica da Shell em Paulínia a partir da década de 70, que teria atingido toda a comunidade local. Em 2000, a fábrica foi vendida para a Basf.

No acordo também ficou garantido o pagamento de indenização por danos morais e materiais individuais de, respectivamente, R$ 83,5 milhões e R$ 87,3 milhões.

As indenizações devem ser pagas até sete dias após a homologação, que ocorreu nesta segunda-feira, sob pena de multa de 20% e 10%, respectivamente, por período de atraso.

Contaminação

Instalada pela Shell em 1977 no bairro Recanto dos Pássaros, a fábrica foi depois comprada pela Basf e produziu inseticidas e pesticidas até 2002, quando foi desativada por constatação de contaminação ao solo e lençol freático.

Análises demonstraram a presença de metais pesados e substâncias organocloradas (cancerígenas) na região, inclusive na água de poços artesianos que os moradores usavam para beber e se alimentar.

O Sindicato dos Químicos e a Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (Atesq) apontam que, entre 2002 e 2012, morreram 61 ex-trabalhadores - todos com doenças compatíveis às consequências por exposição a agrotóxicos.

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