Tribuna do Leitor

Transplante de órgãos


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Quantas crianças morrem na fila do transplante de órgãos, ficam anos no leito do hospital à espera de um rim, de fígado, ou de um coração?

A mãe ouve a filha ou o filho falar:

- Mamãe, não deixa eu morrer.

E os pais não podem fazer nada, a não ser rezar. Enquanto isso, quantos corpos são cremados sem se aproveitar nada. A família de um jovem que faleceu tem que pensar: meu filho morreu no acidente, mas salvou três, quatro, ou até cinco vidas, preciosas. Faça a doação dos órgãos.

Quanto sofre uma pessoa que tem que fazer hemodiálise, duas, três vezes por semana? Quanto custa ao governo (SUS)? Um transplante de rim resolveria esse problema.

Qual é a solução desse gravíssimo problema. Morreu, todos os órgãos aproveitáveis pertencem ao governo, ao Estado para doação. Só em casos que envolvam a religião seriam ouvidos, a família poderia falar. Ocorre que os nossos senadores e deputados estão preocupados em transformar o 14.º e o 15.º salários, que era escandaloso, em uma verba de gabinete, com o mesmo valor, mas com um nome mais elegante. Bem disse o Tiririca que não quer continuar, e foi o mais votado do Brasil.

É preciso que se faça uma lei do transplante, autorizando o Estado a decidir o que fazer com os órgãos.

Blasco Peres Rego

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