A reunião de ontem dos ministros de Relações Exteriores do G8, em Londres, terminou sem solução para as divergências envolvendo a Síria, e sem nenhum plano concreto sobre como lidar com a Coreia do Norte.
O anfitrião do encontro, o chanceler William Hague, admitiu que o mundo fez muito pouco até agora para tentar resolver os dois anos de conflito na Síria, no qual estima-se que 70 mil pessoas já tenham morrido.
“O Conselho de Segurança das Nações Unidas não cumpriu suas responsabilidades, porque está dividido. A divisão continua. Resolvemos essa divisão nesta reunião? Não. Não esperamos fazê-lo”, disse Hague a jornalistas. “O mundo até agora fracassou nas suas responsabilidades e continua a fazê-lo.”
A pauta do encontro incluía também as ameaças norte-coreanas de guerra e o programa nuclear iraniano. A atriz Angelina Jolie, embaixadora honorária do Alto Comissário da ONU para refugiados, se dirigiu aos ministros pedindo mais ação para evitar a violência sexual contra mulheres em zonas de conflito.
A respeito da Coreia do Norte, o G8 - grupo de grandes países industrializados - condenou “nos termos mais duros possíveis” o desenvolvimento de armas nucleares por Pyongyang, mas não anunciou medidas específicas.
Seul pede diálogo
O ministro da Unificação da Coreia do Sul, Ryoo Kihl-jae, fez ontem um chamado à Coreia do Norte para restabelecer o diálogo, visando a retomada das operações do complexo industrial conjunto de Kaesong, fechado há três dias por decisão de Pyongyang.
Obama
O presidente norte-americano, Barack Obama, disse ontem que os Estados Unidos vão trabalhar diplomaticamente para reduzir as tensões com a Coreia do Norte, mas advertiu que Washington tomará “todas as medidas necessárias” para proteger o país e seus aliados. “Agora é o momento para a Coreia do Norte acabar com o tipo de abordagem agressiva que tem feito e tentar temperaturas mais baixas. Ninguém quer ver um conflito na península coreana”, disse Obama.