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FBI considera possibilidade de ataque terrorista em Boston

Reuters com agências
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Reuters

Explosões mataram três pessoas e feriram pelo menos 100

As explosões ocorridas nesta segunda-feira (15) durante a Maratona de Boston, nos Estados Unidos, deixaram pelo menos três mortos e mais de 100 feridos. O caso é investigado pelo FBI, a Polícia Federal norte-americana, que considera a possibilidade de terrorismo. O episódio provocou cenas de pânico e confusão em um dos maiores eventos esportivos do país. O governo prometeu investigar e punir os responsáveis.

Em pronunciamento na televisão, o presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu encontrar e punir os responsáveis pelo ataque, sejam eles indivíduos ou grupos organizados. "Nós ainda não sabemos quem fez isso ou o porque. As pessoas não devem tirar conclusões", disse ele. "Nós descobriremos quem fez isso. Descobriremos por que fizeram isso. Qualquer indivíduo ou grupo responsável sentirá o peso total da Justiça."

Apesar de o FBI considerar a possibilidade de um ataque terrorista, Obama não usou o termo em suas declarações. Obama telefonou para o prefeito de Boston, Tom Menino, e para o governador de Massachusetts, Deval Pactrick, para oferecer ajuda do governo federal. A FAA, a agência que controla a aviação civil nos Estados Unidos, determinou uma zona de exclusão aérea na região das explosões.

Não há, por enquanto, confirmação sobre qual foi o artefato explosivo usado no atentado. A polícia encontrou uma terceira bomba, que foi neutralizada antes de fazer vítimas. Mais tarde, a polícia recebeu várias denúncias sobre objetos suspeitos. A polícia informou que as duas explosões na linha de chegada da maratona foram quase simultâneas.

Um incêndio foi registrado na Biblioteca Memorial JFK, nos arredores do centro de Boston, sem feridos. As autoridades norte-americanas disseram que estão investigando as explosões e o incêndio e que ainda não é possível dizer se os casos estão relacionados. A segurança foi reforçada em edifícios famosos de Nova York e Washington.

Há informações de que, pelo menos, oito vítimas sofreram amputações. Muitas teriam sido atingidos por pregos e parafusos, que teriam sido usados na confecção dos artefatos explosivos. Entre os mortos estaria uma criança, de 8 anos, que estava na linha de chegada à espera do pai, mas a informação não foi confirmada.

A Maratona de Boston é um dos maiores eventos anuais de atletismo dos Estados Unidos e atrai grande número de corredores, além de milhares de espectadores.

Terror

Três explosões coordenadas atingiram a cidade de Boston, nos Estados Unidos,na tarde desta segunda-feira (15). Pelo menos três pessoas morreram e 100 ficaram feridas. Informações da polícia dão conta de que as primeiras ocorreram perto da linha de chegada da maratona da cidade e a terceira, horas mais tarde, na biblioteca pública John F. Kennedy, na praça Copley.

Um quarto artefato teria sido encontrado nas proximidades e detonado, de forma controlada, pelos integrantes do esquadrão antibombas da cidade. Não há, porém, confirmação de sua possível relação com as primeiras explosões.

Ato terrorista

A Casa Branca ainda não sabe quem planejou e conduziu as explosões na Maratona de Boston, mas está considerando o incidente um "ato de terror", afirmou uma autoridade da Casa Branca nesta segunda-feira.

"Qualquer evento com artefatos explosivos múltiplos, como esse parece ser, é claramente um ato de terror e será tratado como um ato de terror", disse a autoridade.

"Porém, nós ainda não sabemos quem realizou esse ataque, e uma investigação completa terá que determinar se foi planejado e feito por um grupo terrorista, estrangeiro ou doméstico", afirmou.

Por meio do Twitter, a Casa Branca informou ainda que o presidente Barack Obama orientou o governo a oferecer qualquer ajuda necessária para investigação e resposta à ocorrência.

Um menino de 8 anos, Martin Richard, é uma das três pessoas que morreram nas explosões. Ele é filho de Bill, um lider comunitário na região onde ocorreram as explosões. A informação foi confirmada pela imprensa americana. Ainda não há informações sobre a identidade da segunda vítima.

Não há informações sobre a origem das explosões, mas há suspeita de terrorismo. Em sua página no Facebook, a organização da maratona se referiu às explosões como "bombas".

Logo depois das explosões, o hotel mais próximo, que serve como base para a organização da maratona, foi interditado. Informações do jornal "New York Post" dão conta de que ao menos uma das explosões aconteceu no lobby do hotel Fairmont.

Há divergência entre os diferentes meios de comunicação, mas ao menos um hotel, em outro ponto da cidade, também foi fechado - segundo a CNN, foi o Mandarin Oriental e, segundo o jornal "Boston Globe", o Lenox Hotel.

Conforme o "Globe", pouco mais de uma hora após as primeiras explosões, a polícia ainda planejava realizar a explosão controlada de um objeto, a alguns metros de distância da linha de chegada da maratona.

O pânico também fez com que a agência de aviação do país, a FAA, tenha restringido o trânsito sobre a região da explosão.

Falando a jornalistas por telefone, o vice Joe Biden afirmou que "aparentemente, houve um ataque a bomba". "Não sei dos detalhes sobre o que causou isso ou quem o fez. Não acho que isso já exista", afirmou.

O "Globe" informa que as explosões ocorreram por volta das 15h, cerca de três horas depois da chegada dos vencedores. O local, porém, ainda estava cheio de participantes e torcedores. Testemunhas afirmaram ao que uma nuvem de fumaça invadiu as ruas dos arredores.

O Hospital Geral de Massachusetts está tratando 19 feridos - seis deles em estado gravíssimo e cinco em estado grave.

Segundo o chefe do serviço de emergência do hospital, alguns feridos tiveram membros amputados no momento da explosão. Outros feridos foram levados para o Centro Médico Tufts.

Mike Mitchell, um corredor canadense que havia acabado de completar a prova afirma que olhou para trás na altura da linha de chegada e viu uma "grande explosão". A fumaça subiu a 15 metros de altura, segundo o atleta.

Brasileiros estavam a 500 metros da chegada

 Sócio da equipe de corrida carioca Runners Club, o treinador João Montenegro, 33 anos, acompanhava um de seus alunos no trecho final da maratona de Boston quando houve a explosão. A dupla se aproximava da Boylston Street, a rua da linha de chegada, quando percebeu que os corredores a sua frente começaram a parar. De acordo com a organização, 131 brasileiros participaram da corrida

As explosões aconteceram metros antes do final do percurso da prova.

"No início, eu não entendi o que estava acontecendo. Depois, percebemos que a rua havia sido bloqueada por policiais", disse Montenegro, por telefone.

O relógio com GPS do aluno de Montenegro indicava que, até aquele trecho, 41,7 quilômetros de prova já estavam cumpridos. Restavam, portanto, menos de 500 metros até o ponto final da prova.

"Por dois ou três minutos eu poderia estar no local exato da explosão", avaliou Montenegro. "Meu anjo da guarda estava atento. Se acelero um pouco mais no final, complicava". Montenegro participou da maratona de Boston com um grupo de 15 amigos do Rio e de Brasília. Nenhum deles ficou ferido.

O treinador relata que não chegou a ouvir as duas primeiras explosões por conta do barulho do público, que ocupava as ruas para acompanhar a maratona. Ele chegou a ver algumas tendas de socorro sendo montadas no quarteirão paralelo à Boylston Street. E, já a caminho do hotel, ouviu uma outra explosão. "Dessa vez, ouvi bem o estrondo. Um barulho muito alto, mas um som abafado", disse Montenegro.

Vários pontos de Boston são fechados


Diversos pontos de Boston foram fechados na tarde desta segunda-feira (15) nas primeiras horas após explosões atingirem a linha de chegada da maratona na cidade. Mesmo antes de qualquer confirmação sobre a origem das explosões, a agência americana de aviação, a FAA, mandou fechar o espaço aéreo na praça atingida. Ao menos dois hotéis da região foram esvaziados.

O jornal "Boston Globe" dá conta de suspeitas de bomba em uma estação de metrô próxima e da interdição de pontes e também da passarela sobre a avenida Huntington.

Falando a jornalistas por telefone, o vice Joe Biden afirmou que "aparentemente, houve um ataque a bomba". "Não sei dos detalhes sobre o que causou isso ou quem o fez. Não acho que isso já exista", afirmou.

O "Globe" informa que as explosões ocorreram por volta das 15h, cerca de três horas depois da chegada dos vencedores. O local, porém, ainda estava cheio de participantes e torcedores. Testemunhas afirmaram que uma nuvem de fumaça invadiu as ruas dos arredores.

Congressistas expressam condolências por vítimas

O líder da Congresso dos EUA, John Boehner, lamentou as explosões ocorridas em Boston nesta segunda-feira (15), que mataram ao menos duas pessoas e feriram dezenas.

O congressista republicano informou, ainda, que a bandeira dos EUA no Capitólio, em Washington, ficará a meio mastro até o final do dia por conta do ocorrido.

 "Palavras não podem expressar nossos sentimentos pelas famílias que ficaram de luto tão repentinamente hoje", afirmou Boehner, em nome da Casa, em comunicado.

"A Câmara oferece suas orações às vítimas e à cidade de Boston. Nós também agradecemos aos profissionais e bons samaritanos que evitaram a perda de mais vidas. Este é um dia terrível para todos os americanos, mas nós prosseguiremos com o espírito americano, e permaneceremos juntos com graça e força" acrescenta.

O líder do Senado, o democrata Harry Reid, também expressou condolências às vítimas e agradeceu aos esforços de resgate em uma breve fala na Casa. Câmara e Senado também anunciaram que fariam minutos de silêncio.

A corrida

A corrida em Boston é a maratona anual mais antiga do mundo. Foi organizada pela primeira vez em 1897 e  está na 117ª edição. Ela aé realizada em toda terceira segunda-feira do mês de abril, no Patriot's Day, um feriado estadual em Massachusetts.

Reuters

Três explosões aconteceram na tarde desta segunda-feira (15); uma delas aconteceu em uma biblioteca

Reprodução Twitter Tyler Wakstein

Três pessoas morreram e 100 ficaram feridas; a maioria delas com membros decepados

 

 

Assista o momento da explosão (vídeo da Internet)

 

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