Depois de uma assembleia estadual realizada na tarde de ontem, no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), os professores da rede estadual de ensino decidiram deflagrar greve todo o Estado a partir de segunda-feira, dia 22. No total, 48 professores de Bauru e região compareceram ao encontro.
Por volta das 16h40, o grupo fechava os dois sentidos da avenida Paulista, na altura do museu, e seguia em caminhada sentido Consolação. Depois eles foram até a praça da República, na frente à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Segundo informações da Polícia Militar, mais de 1,5 mil pessoas participaram da manifestação, que começou por volta da 13h30.
De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), os professores reivindicam reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012; cumprimento da lei do piso (no mínimo 33% da jornada para atividades de formação e preparação de aulas), fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial, entre outros pontos.
“Nenhum representante da Educação apareceu. Foi anunciado 8% de aumento, sendo que 6% já faz parte do nosso aumento escalonado dos quatro anos. É uma vergonha. Nesta segunda-feira já estaremos visitando as escolas e orientando a paralisação”, disse Idenilde de Almeida Conceição, coordenadora da subsede da Apeoesp em Bauru.
Repúdio
Em nota com título de “repúdio”, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirmou que considera descabidas as reclamações da Apeoesp, justificando que a entidade se pauta por uma agenda político-partidária completamente alheia ao compromisso centrado no aprendizado dos alunos.
A pasta acrescentou ainda que, “ao contrário das alegações levianas propagadas pelo sindicato, a pasta cumpre integralmente essa legislação. O Estado obedece ao limite máximo de dois terços da carga horária total para a jornada de trabalho docente em classe”, dizia o comunicado.
Ainda com o objetivo de oferecer melhores condições de trabalho aos professores, a Secretaria da Educação afirmou que elabora, por meio de Comissão Paritária composta por representantes da pasta e de associações e sindicatos de profissionais da rede estadual de ensino, os planos de carreiras do magistério, que devem ser concluídos ainda neste semestre.
A atual gestão pontuou ainda na nota que está permanentemente à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino.