O relatório do governo federal que embasou a abertura de um processo disciplinar contra a ex-chefe de gabinete da presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, traz detalhes de como ela atuava e se beneficiava de sua relação de intimidade com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a revista “Veja”, o documento utilizado para justificar o processo relata ao menos uma viagem a Roma na qual Rose, como ela é conhecida, e seu marido ficaram hospedados na embaixada brasileira.
Conhecida em Brasília pelo temperamento difícil, às vezes rude, “Veja” relata casos em que ela humilhava publicamente funcionários a serviço da Presidência.
Segundo a publicação, em troca dos favores prestados, “recebia vantagens e remuneração em dólar, euro, real e até em won (moeda coreana)”. A “Veja”, porém, não lista a ocasião em que tais pagamentos teriam ocorrido e não deixa claro se isso é objeto de citação no relatório.
No ano passado, ela se tornou alvo da investigação deflagrada pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, sobre um esquema de venda de pareceres e tráfico de influência no governo.
Ela foi exonerada do cargo. Em dezembro, foi indiciada por formação de quadrilha.