“A polícia está trabalhando 24 horas cumprindo o seu dever, investigando, prendendo criminosos e esse caso também vai ser esclarecido”, disse ontem o governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao comentar a tentativa de assalto à filha de seu vice, Guilherme Afif Domingos (PSD).
Após o crime, o vice-governador disse que o Estado vive uma “epidemia de insegurança” e defendeu que haja uma política de “tolerância zero” contra a criminalidade. Também afirmou que pessoas próximas a ele já foram alvo de criminosos.
Ontem, durante abertura do programa de vacinação contra a gripe em São Paulo, Alckmin evitou comentários a respeito da declaração de Afif. Questionado pela reportagem por três vezes, o governador demonstrou que não queria aprofundar a discussão sobre a posição de Afif, que tem se distanciado do tucano. O vice deve deixar o cargo para assumir um ministério no governo Dilma Rousseff (PT).
Questionado então se a declaração de Afif o constrangia, Alckmin limitou-se a responder: “Já comentei”. O governador esteve ontem no evento do Dia D de vacinação contra a gripe.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), também participou e inclusive aplicou a vacina no governador. Potencial candidato do PT ao governo do Estado em 2014, Padilha desconversou sobre a declaração de Afif.
O caso
Maria Cecília Domingos Sayoun, 33 anos, filha de Afif, acelerou seu carro e fugiu de dois assaltantes na rua Dr. Flávio Américo Maurano, no Morumbi, na zona oeste paulistana. Seu carro blindado, onde estavam ela e o filho, de 2 anos, foi atingido por dois tiros. Ninguém se feriu.
Até a tarde de ontem, a polícia não havia identificado os suspeitos pelo crime. A vítima vai tentar reconhecê-los no álbum de fotos de criminosos procurados.