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Greve começa sem adesão, diz Apeoesp

Bruna Dias com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O primeiro dia de greve dos professores da rede estadual de ensino não teve adesões em Bauru, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), já que o dia foi de orientação sobre o movimento, de acordo com a entidade.

Em nível estadual, as contagens feitas pela Secretaria da Educação e do sindicato divergem. Para a Educação, houve cerca de 6% de faltas, índice considerado normal. Para a Apeoesp, a paralisação em São Paulo chegou a 25%.

O JC apurou, junto ao sindicato, que o dia foi apenas de orientação nas escolas. Em nota, a Educação informou que o registro de faltas ontem teve crescimento de apenas 0,9% do total de docentes, oscilação considerada normal em relação à média diária de aproximadamente 5% de ausências. Por isso considerou que o andamento das aulas e o calendário escolar permanecem inalterados.

Os professores da rede estadual reivindicam reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012; cumprimento da lei do piso - no mínimo 33% da jornada para atividades de formação e preparação de aulas -, fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial, entre outros pontos. Está prevista para sexta-feira uma nova assembleia da categoria para decidir os rumos da greve.

Bate-rebate

A pasta rebate a crítica afirmando que a valorização dos professores e demais funcionários da rede estadual de ensino está entre as prioridades do governo de São Paulo, que implantou em 2011 uma inédita política salarial e que na semana passada encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei complementar para conceder novo aumento aos profissionais da Educação. Os 8,1% de acréscimo propostos elevam de 42,2% para 45,1% o aumento escalonado até 2014.

Segundo a Apeoesp, esse reajuste real é de 2% - o que significaria um acréscimo de R$ 0,19 a R$ 0,22 por hora-aula, já que 6% do aumento anunciado para 2013 já estaria previsto na lei nacional.

A Secretaria da Educação do Estado trata a situação como “lamentável”, justificando que a Apeoesp se pauta por uma agenda político-partidária e ignora “o amplo diálogo que a atual gestão tem estabelecido não apenas com os profissionais da rede estadual de ensino, mas também com os sindicatos da categoria”.

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