Malavolta Jr. |
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Vala aberta para a instalação dos coletores de esgoto |
Debaixo de um sol forte, o operador da retroescavadeira Osail Fomel abriu a primeira vala na lateral do piso asfáltico da rua Manoel da Costa que, simbolicamente, marcou ontem à tarde o início das obras de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Agudos (13 quilômetros de Bauru). Um investimento de aproximadamente R$ 23 milhões da Sabesp para o tratamento do esgoto coletado do município antes de ser devolvido aos córregos e ribeirões.
O superintendente da Unidade de Negócio do Médio Tietê da Sabesp, Mário Eduardo Pardini Affonseca, acompanhou a abertura da vala que, segundo ele, marca na verdade o início da segunda etapa de todo o empreendimento, porque a estatal de saneamento já tinha realizado a primeira etapa com a construção de mais coletores.
O projeto inclui a construção de quatro unidades de bombeamento, 1,3 quilômetro de galeria de águas pluviais, 1,73 quilômetro de linha de recalque, além de três travessias por métodos não destrutivos em rodovia e ferrovia. “Isso significa que não será preciso, por exemplo, a interdição da rodovia Marechal Rondon, quando for necessário passar a tubulação pela via”, explica Pardini.
A primeira frente de trabalho começa com a instalação dos coletores de 150 mm de diâmetro numa extensão de 10,2 quilômetro para conduzir o esgoto à futura ETE, mas próximo ao Centro os tubos deverão ter 500 mm de diâmetro. Por causa da declividade do terreno em pelo menos quatro pontos será necessário as unidades de bombeamento.
O sistema terá capacidade para tratar 106 litros de esgoto por segundo e beneficiará 41 mil habitantes, além de contribuir diretamente para a despoluição dos Córregos dos Agudos e Ribeirão Grande. Se não houver atrasos, o superintendente diz que a obra deve estar concluída em dezembro de 2014. “São 23 meses a contar a partir de hoje (ontem), mas conversamos com o dono da empresa para entregar (a obra) até dezembro de 2014, contribuindo com a meta do governo do Estado de universalização do tratamento de esgoto no Interior”, diz.
A rigor, ele antecipou o início das obras. Inicialmente prevista para maio, Pardini conseguiu transferir para ontem. Nos próximos dias, a Sabesp acerta em definitivo com a Duratex a aquisição da área onde será construída as lagoas de decantação no processo final do tratamento de esgoto, próximo ao km 327 da rodovia Marechal Rondon e do córrego Água do Segredo. “Mais 15 dias já temos a área liberada”, declara Pardini. A vala aberta no Jardim Pampulha é onde vai passar a rede de emissário que ainda cortará a área central para levar o esgoto por meio de dutos até a estação. Serão necessários as construções de pelo menos quatro estações elevatórias, além da estação e de quatro lagoas (duas delas para decantação), porque é necessário bombear o esgoto nos trechos mais íngremes, como do ponto inicial onde ontem foi iniciada a obra.
O tratamento de esgoto vai trazer benefícios aos córregos que cortam o município e aos afl uentes que deságuam no rio Tietê. Cercado pela serra de mata nativa e cerrado, o município possui várias nascentes e quedas de água e está localizado dentro da área do Aquífero Guarani. Atualmente, o esgoto lançado nos mananciais não é tratado.
Pardini explica que, com a obra concluída até 2014, será afastado 100% de todo o esgoto coletado com índice de efi ciência de remoção de 100% da carga orgânica.
A obra será executada pela empresa bauruense H. Aidar Pavimentação e Obras Ltda. de Bauru, vencedora do certame licitatório.
Investimentos
Na bacia do Médio Tietê, da regional da Sabesp de Botucatu, há investimentos em 16 estações de tratamento de esgoto. O superintendente regional de Botucatu da Sabesp, Mário Eduardo Pardini Affonseca, explica que a meta do governo do Estado é investir R$ 860 milhões por no na construção de novas ETEs. O objetivo é elevar o índice de tratamento de esgoto na regional dos atuais 79% para 100% até 2014.
Além de trazer benefícios para a saúde da população, os impactos positivos gerados por empreendimentos se dão também no meio ambiente, com a despoluição de córregos
e corpos d’água que cortam as cidades e, que deixarão de receber as cargas poluidoras, em função da eliminação dos lançamentos dos esgotos in natura, contribuindo para a melhoria da qualidade das águas que deságuam no rio Tietê.
Frente de trabalho
O empresário Halim Aidar explicou que quantas frentes de trabalho forem necessárias serão deslocadas para as obras do sistema de esgoto sanitário de Agudos. “A nossa posição facilita, é muito fácil trazer equipes de trabalho”, explica Aidar ao destacar que a sede é em Bauru, a 13 quilômetros de Agudos do local das obras.
Na instalação das rede coletoras serão feitas por frente de trabalho de 8 a 10 homens, mas quando começarem as construções das unidades de bombamento serão necessários deslocar mais operários. “Quando for iniciar a Estação de Tratamento de Esgoto vai precisar de uma equipe maior”, disse.
Ele explica que, se não houver atrasos, a instalação da rede de coletores deverá estar pronta este ano. “Na área central deveremos ter problemas, porque no sub solo tem rede de água, galerias e outros tipos de interferência que não têm como detectar por cima. Só detecta na hora que abre a vala, é um trabalho mais minucioso e detalhado. A previsão é até o final do ano e início de 2014 ter as obras dos interceptores concluída”, declara. Haidar disse que sabe da pressa do governo do Estado e vai fazer todo esforço para entregar a obra até dezembro do ano que vem.
