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Homicídios sobem pelo 8º mês seguido


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Divulgação

Tadeu Junior Dias foi preso por homicídio de morador de rua, em Botucatu

O número de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) aumentou pelo oitavo mês consecutivo tanto no Estado de São Paulo como na Capital paulista. Dados divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública mostram um crescimento de 2,3% dos casos (de 394 para 403) no Estado e de 22,9% na cidade (de 96 para 118). A comparação é entre março deste ano e o mesmo mês no ano passado.

O número de vítimas seguiu a mesma tendência - uma ocorrência pode ter mais de uma vítima.

O viés de alta também foi verificado no balanço total do primeiro trimestre - aumento de 10,8% dos homicídios na comparação com igual período do ano passado.

Para especialistas, o recrudescimento da violência ainda é reflexo da série de ataques do ano passado, quando mais de cem policiais militares foram assassinados em uma ação orquestrada por membros da facção PCC (Primeiro Comando da Capital).

A polícia apura se houve retaliação de PMs em vingança contra a morte de colegas.

“Não é de uma hora para outra que esses números vão se reduzir. Aparentemente, grupos de extermínio se formaram no ano passado e eles se acostumaram a matar”, afirmou Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública.

Para ele, enquanto os membros desses grupos continuarem soltos, os crimes continuarão acontecendo.

Já a socióloga Camila Nunes Dias, professora da Universidade Federal do ABC, avalia que o modelo de segurança está equivocado.

“O trunfo do governo era ter reduzido a alta taxa de homicídio do fim dos anos 90. Porém, os aumentos recentes mostram que é preciso rever sua política, que não está mais dando certo”, disse.

Apesar de ter registrado uma redução de 5,6% em março, no acumulado do ano o latrocínio (roubo seguido de morte) aumentou 24,7% no Estado (de 81 para 101).

Pela pela primeira vez desde 2003, os casos de latrocínio atingiram marca superior a cem casos nesse trimestre.

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