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Brasil tem déficit comercial recorde

Folhapress
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A balança comercial brasileira, que mostra a diferença entre as importações e as exportações do país, apresentou deficit de US$ 994 milhões em abril, o pior resultado já verificado para o mês desde o início da série histórica em 1993. No acumulado do ano, o resultado negativo já chega a US$ 6,2 bilhões - outro recorde negativo histórico. Os dados foram divulgados ontem pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

A diferença entre o cenário vivido pelo país este ano e em 2012 é gritante. Em abril do ano passado, a balança comercial registrou superavit (ou seja, resultado positivo) de US$ 900 milhões. E de janeiro a abril daquele ano, apresentou saldo positivo de US$ 3,3 bilhões.

O resultado do mês passado foi consequência de importações de US$ 21,6 bilhões, alta de 5,2% frente a abril de 2012, e exportações de US$ 20,6 bilhões, queda de 4,1%.

O deficit de abril era esperado pelo governo que, desde o início do ano, alertava para a possibilidade de resultados negativos nos primeiros meses de 2013.

Isto porque o país iniciou o ano com um grande “estoque” de operações de importação de combustíveis feitas pela Petrobras em 2012 e que não foram contabilizadas no saldo comercial do ano passado.

A expectativa era que o descompasso fosse resolvido em março, o que não aconteceu. De um total de US$ 2 bilhões em compras ainda em atraso, foram registrados apenas US$ 200 milhões em importações. Com isso, houve um pequeno superavit de US$ 164 milhões em março, considerado fora da curva.

Exportações e Importações

As exportações em abril somaram US$ 20,6 bilhões, com queda na venda de produtos manufaturados (-3,9%) e básicos (-5,5%). Já os semimanufaturados tiveram ligeira alta de 1,5%. Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas do Brasil para o exterior alcançaram US$ 71,5 bilhões, queda de 3,1% frente ao mesmo período do ano passado também pela média diária.

As importações alcançaram US$ 21,6 bilhões em abril com alta em todas as categorias de produtos: combustíveis e lubrificantes (0,1%), bens de capital (3,2%), matérias-primas e intermediários (7,2%) e bens de consumo (9,1%).

No acumulado do ano, as compras do exterior chegam a US$ 77,6 bilhões, alta expressiva de 10,1% frente ao mesmo período de 2012.

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