Khurshed Rinku/Reuters |
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Equipes de resgate ainda buscam vítimas nos escombros |
Subiu para 610 o número de vítimas do desabamento de um prédio em Savar, em Bangladesh, em 24 de abril. Segundo o governo local, 38 corpos foram retirados ontem dos escombros da construção, que abrigava cinco confecções.
As equipes de resgate afirmam não saber quantas pessoas continuam soterradas. As autoridades dizem que cerca de 3.100 pessoas estavam no local no momento do acidente, e que 2.437 ficaram feridas.
Ontem, familiares das vítimas foram ao local do desabamento com fotos para tentar encontrar o corpo de alguns dos operários das fábricas. O trabalho de identificação foi dificultado pelo estado de decomposição.
As autoridades tentam confirmar as identidades das vítimas por documentos e telefones celulares. No entanto, centenas de pessoas já foram enterradas como indigentes.
Mais cedo, o advogado de defesa do marido de uma das vítimas das fábricas entrou com uma denúncia ao Ministério Público por homicídio doloso contra o dono do prédio, Mohammed Shoel Rana, que, segundo a polícia, permitiu que os funcionários continuassem a trabalhar mesmo após pedido de esvaziamento.
Caso a Justiça aceite a acusação, ele poderá ser condenado à pena de morte, desejo da maioria dos parentes das vítimas que, nos últimos dias, protestaram contra as más condições de trabalho nas fábricas do país, que produzem roupas especialmente para Europa e Estados Unidos.
O governo de Bangladesh pediu que que a União Europeia não adote duras restrições econômicas contra sua indústria têxtil como punição pelo desabamento. Devido ao acidente, o bloco ameaçou punir o país asiático, retirando a preferência na venda de roupas ao bloco econômico.
“Se a UE ou outros compradores impuserem condições de comércio rígidas sobre Bangladesh, a economia do país será prejudicada, e milhões de trabalhadores perderão seus empregos”, afirmou Mahbub Ahmed, autoridade do Ministério do Comércio local.
Até o momento, o governo local não recebeu nenhuma notificação formal da União Europeia ou de qualquer outro país sobre as mortes. A primeira-ministra, Sheikh Hasina, culpou os donos da fábrica pelo desastre, dizendo que eles ignoraram alertas sobre as rachaduras na paredes do edifício.
