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Comerciantes da Feira da Madrugada decidem "queimar" estoques

Por Giba Bergamim Jr. | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Comerciantes que atuam na Feira da Madrugada, no Brás, decidiram liquidar seus estoques durante a manhã desta quarta-feira (8) . Os donos de boxes, prevendo prejuízos, dizem que ficarão sem trabalhar no período de dois meses em que a feira ficará fechada.

"Quando a feira voltar, já terei que vender estoque de verão. Por isso, vou esgotar todo o estoque de inverno" disse o comerciante César Ubirajara, 39, na feira desde 2005, quando o centro comercial começou a funcionar.

Mais cedo, após reuniões com os secretários Chico Macena (Coordenação de Subprefeituras) e Eliseu Gabriel (Trabalho e Empreendedorismo), os comerciantes do local decidiram sair pacificamente do espaço, na região central de São Paulo, a partir da tarde de hoje.

No início da manhã de hoje, Macena esteve na feira e conversou com os comerciantes, garantindo o retorno deles ao espaço assim que as obras acabarem. O prazo é de dois meses.

Ontem à tarde, uma comissão de comerciantes fechou um acordo com o secretário Gabriel para que o grupo acompanhe as obras diariamente.

Durante a manhã, muitos comerciantes já separaram as mercadorias que devem ser levadas a galpões particulares.

"Os secretários se comprometeram a permitir que todos voltem, então, a tendência é que a saída seja pacífica", disse Luciano Fernandes, dono de box e representante do Sindimei (sindicato dos ambulantes e microeempreendedores de São Paulo). Neste momento, policiais militares e guardas municipais fazem apenas monitoramento de rotina na região.  

 

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