Bairros

Filhos pesquisam presentes
para tornar mães ?poderosas?

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

Mais do que uma data meramente comercial, o Dia das Mães é um bom motivo para, pelo menos uma vez ao ano, reconhecer os esforços dessas mulheres por seus filhos e demonstrar o amor incondicional que permeia – salvo raras exceções – esta relação única. Às vésperas do domingo comemorativo, filhos - muitas vezes com a ajuda de amigos, irmãos e do pai - já estão nas ruas em busca de um presente que possa agradar a grande homenageada.

Neide Carlos

Matheus Medeiros beija sua “consultora” para presente, a própria mãe, Maraízis Anacleto: sondagem para acertar

E, em todos os casos, a intenção não é apenas comprar “qualquer coisa”, mas algo que possa fazer com que a mãe se sinta mais poderosa, feliz e especial. E pouco importa o valor a ser gasto. Em pesquisa informal realizada pelo JC, ontem, os consumidores devem desembolsar entre R$ 10,00 e R$ 200,00 nos presentes, que vão desde surpresas personalizadas a semijoias com pedras preciosas.

Danilo Pires Maciel, 26 anos, por exemplo, que trabalha como técnico em recursos audiovisuais, pretende usar sua habilidade para fazer uma montagem com fotos em um grande painel para entregar à mãe. “Como todo ano, também quero fazer um café da manhã especial para ela, como forma de demonstrar o quanto ela é importante para mim”, observa.

Já a namorada, Bruna Miho Uehara, 21 anos, ainda ontem procurava mimos para sua mãe, que seriam dados por ela e as duas irmãs. “Já dei calçado, perfume, hidratante, bijuterias. Neste ano, ainda estou em dúvida”, comenta ela, que programava gastar cerca de R$ 200,00.

O valor era o mesmo que o pastor evangélico Daniel Albertoni, 41 anos, calculava gastar no presente que a filha Júlia, 8 anos, queria comprar para a mãe. Ontem, visitaram lojas de semijoias em um shopping da cidade, mas ainda estavam em dúvida entre os vários tipos de colares e brincos.

“A gente sempre deu flores e este é o primeiro ano que saímos juntos para comprar um presente diferente. E é a Júlia que vai escolher”, comenta o pai. Já a recuperadora de crédito Vanessa Guagliareli, 22 anos, contou com a ajuda da amiga Naiara Aparecida Peres da Silva, 21 anos, para escolher um presente que pudesse agradar sua mãe.

Estratégia

Comprou uma peça de roupa, pela qual pagou cerca de R$ 40,00. “Também comprei uma para minha avó, que sempre morou comigo e eu também considero como mãe”, destaca. A amiga Naiara, antecipada, comprou o mimo há cerca de uma semana.

“Gastei R$ 30,00. Minha mãe é bem simples e sempre consigo agradar. Tudo que eu dei até hoje ela usou e gostou, desde hidratantes, perfumes e até roupas e calçados”, enumera. Mas, no Calçadão da Batista de Carvalho, houve quem preferiu arrastar a mãe para as compras, até mesmo como estratégia para obter dicas dos presentes mais desejados.

Foi o caso do estudante Matheus Anacleto de Medeiros, 16 anos, que pesquisou opções e preços em algumas lojas na tarde de ontem na companhia da mãe, Maraízis Aparecida Anacleto, 34 anos. “Hoje (ontem), vim com ela para dar uma olhada, observar o que ela está querendo. Como não trabalho e preciso guardar dinheiro para poder comprar o presente, quero investir em algo que ela realmente goste. Ela merece”, orgulha-se. 

O namorado de Maraízis, Reginaldo Lemos Cipriano, 37 anos, também aderiu ao método e já cogitava a possibilidade de comprar uma bolsa para a amada. “Ela não para de entrar em lojas de bolsas. Acho que é a indireta que ela está querendo me dar”, diverte-se.


Em família

Embora a surpresa do presente a ser dado faça parte do encanto do Dia das Mães, muitas famílias saíram juntas às compras no comércio central de Bauru. As irmãs Adriana Cristina Arcomim Bueno, 38 anos, e Patrícia Arcomim Lessa de Souza, 25 anos, “batistaram”, ontem, na companhia da mãe, Vera Luci Arcomim, 59 anos. Mas ela foi proibida de ver os presentes que as filhas escolheram.

Adriana, que também levou a filha Maria Clara, 7 anos, também só vai descobrir seu presente no próximo domingo. “Ela é a caçula. Tenho mais dois filhos e todo ano ganho alguma coisa. Nem que seja uma lembrancinha, a gente fica esperando”, comenta.

Para a mãe, ela comprou um relógio e a irmã, Patrícia, pensava em imprimir uma fotografia especial para colocar em um porta-retratos. “Ao todo, vou gastar uns R$ 15,00. Mas, mais do que o valor material, acho que o legal é dar algo que a deixe feliz, que surpreenda e tenha um valor sentimental”, ensina.

Já a dona de casa Aritéia Piffer Pereira, 38 anos, recebeu antecipadamente o presente comprado pela filha Thauane Piffer, 17 anos. “Ela me deu uma camisa social e meu marido me deu um perfume. Eles não gostam muito de esperar a data para dar e também não ligo, desde que ganhe alguma coisa. É um carinho gostoso”, considera.

Ontem, elas foram juntas ao Calçadão da Batista de Carvalho para comprar presentes para a avó de Thauane, mãe de Aritéia. Levaram para casa um vestido e uma bolsa.

 

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