Entre os produtos e serviços pesquisados para medir o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV) estão boas opções de presentes para o Dia das Mães. Em média, os 31 itens selecionados apresentaram aumento de 6,01%, entre maio de 2012 e abril de 2013, percentual abaixo da inflação acumulada no mesmo período, segundo IPC-BR da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que está em 6,17%.
Os bens que apresentaram os maiores aumentos foram show musical (12,65%), bijuterias (11,37%), refeições em restaurantes (8,72%), entre outros. Em contrapartida, as quedas mais expressivas foram registradas para os itens de agasalho feminino (-6,59%), aparelho de TV (-6,19%), máquina fotográfica (-2,51%) e celular (-2,31%).
Para o economista da FGV/IBRE, André Braz, responsável pelo levantamento, o consumidor deve procurar presentes com valores adequados ao seu orçamento. “Se decidir presentear com um TV de alta tecnologia, cujo preço caiu em média 6,19%, ele deve verificar se o orçamento admite tal despesa. A melhor estratégia é pagar à vista sem esquecer de solicitar o desconto”, sugere Braz.
Menos flores
Desanimados, vendedores da feira de flores do Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) reclamavam ontem, dois dias antes do Dia das Mães, do baixo movimento em comparação à mesma data no ano passado.
“Antigamente, em véspera do Dia das Mães, dava 6h da manhã e já não tinha mais rosas. Agora fica até o final da feira (às 10h30)”, diz Alex da Silva, vendedor de flores no Ceagesp há 22 anos. “As pessoas estão preferindo comprar roupa ou perfume, que dura mais”, opina.
“Adoro ganhar flores. Flores e mais um presente”, diz Giuliana Aquarone, que comemora seu primeiro Dia das Mães. Para ela, as flores são apenas um complemento, não valem como presente.
Os vendedores afirmam que os preços também sofrem reajuste para a data. “Um maço com 30 botões de rosa sai por R$ 15,00 em dias comuns, mas na véspera do Dia das Mães, aumenta para R$ 40, aí as pessoas fogem mesmo”, explica o vendedor Leônidas Ferreira.
Para ele, outro motivo que explica a baixa nas vendas “é o crédito fácil”. “Com R$ 40,00 você já pode dar entrada em um aparelho eletrônico. Por que comprar rosa que vive três, quatro dias?”, questiona.
A decoradora Marisa Veiga evita ir à feira nos dias que antecedem a data. “É uma loucura, tem que ir embora antes das 6h, senão pega um trânsito absurdo pra sair do estacionamento. Sem contar nos preços que sobem muito. Às vezes prefiro nem aceitar eventos próximo ao Dia das Mães porque as flores encarecem muito”, diz.