O papa Bento renunciou a sua grande tarefa de pastorear suas ovelhas por entender que teria uma tarefa muito difícil após o surgimento de grandes escândalos envolvendo representantes da igreja, maculando a instituição.
Agora temos o padre Beto, da Diocese de Bauru, que na sequência ocorre essa rebeldia em forma de desobediência e que abre caminho para aqueles que se encontram desconfortáveis na prática do celibato. Mas deveria ele ter adiado a decisão do confronto e ter colaborado no grande tema do momento que é a maioridade penal, até para demonstrar que nem tudo ele discorda da igreja.
Vejo que o padre iria contribuir e muito nessa polêmica deflagrada pela mídia sensacionalista e um segmento da sociedade tentando construir um senso comum entorno do assunto. O padre também nos chama atenção para uma reflexão quando questiona: quem disse que dogma não pode ser rompido? A humanidade avança e a igreja não pode ficar na inércia a essas mudanças.
Não podemos esquecer que muitos outros padres por menos foram excluídos, como Frei Leonardo Boff, no qual sua trajetória era a defesa de uma igreja ao lado dos pobres e na ocasião do rompimento não deu tanta mídia como o caso Beto.
Gercio Bento - bauruense adotado por São Bernardo do Campo