Internacional

ONU condena forças do regime sírio

Reuters
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A Assembleia-Geral da ONU condenou ontem as forças governamentais sírias e elogiou a oposição, mas um declínio no apoio à resolução sugere um crescente desconforto com o extremismo de algumas facções rebeldes da Síria.

As resoluções da Assembleia Geral, que reúne os 193 países da ONU, não têm valor legal, mas acarretam grande peso moral e político. O texto foi aprovado por 107 votos, com 12 contrários e 59 abstenções. O Brasil decidiu se abster. Diplomatas atribuíram essa redução no apoio ao temor de que a Síria passe por uma “mudança de regime” arquitetada por potências estrangeiras e de que elementos extremistas islâmicos estejam se fortalecendo na luta contra o governo de Bashar al-Assad.

A Rússia, aliada e fornecedora de armas para Assad, se opôs fortemente à resolução redigida pelo Catar, país árabe que Damasco acusa de estar armando rebeldes. Junto com a China, a Rússia já se valeu em três ocasiões do seu poder de veto para impedir o Conselho de Segurança de adotar medidas firmes contra Assad. Na Assembleia-Geral, nenhum país tem poder de veto.

Diplomatas disseram que a delegação russa escreveu a todos os países da ONU pedindo que votassem contra a resolução. Moscou se queixa de que a resolução abalará os esforços seus e dos Estados Unidos para organizar uma conferência de paz que inclua Assad e os rebeldes. A Coalizão Nacional Síria saudou a resolução da ONU, mas afirmou em um comunicado que muito mais precisa ser feito com maior urgência para acabar com o sofrimento do povo sírio.

Antes da votação, o embaixador sírio, Bashar Ja’afari, disse que o texto “está correndo contra a corrente, especialmente à luz da mais recente aproximação entre russos e americanos, que o governo sírio saudou”.

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