Tribuna do Leitor

A humanidade caminha assim?


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Nossos dois nobres escritores, Henrique Perazzi de Aquino e Alberto Consolaro (JC 13/05) retrataram o auge comportamental profissional "humano" atual. O primeiro citou-nos sobre o ensino e a educação, apenas direcionado ao aprimoramento técnico profissional, sem a humanização, na base do custe o que custar. O segundo, com a boa pergunta: "Qual destes mudou o mundo?" Citando-nos dois médicos, em diferentes localidades, para sanar os mesmos casos de mortalidade infantil, devido o tratamento tradicional, nos cortes do cordão umbilical, com o pó de café coado e açúcar.

Assim, um doutor apenas reduziu, ao encarar o fato com indignação e imponência, enquanto o outro doutor, se inteirou bem dos fatos, até com a demonstração das mães no coar o café, e com isso, zerou o índice fatal, ao sugerir o uso de uma pomada cicatrizante, à comunidade. Tais esclarecem a expressão da sra. Benedita O. R. Silveira, neste JC (12/5 ? pág. 32) de título "E o povo chorou", na prédica do nosso ex-pároco, ilustrada no surgir de um andarilho, e dar-lhe a mão, no momento; e todos vieram às lágrimas.

Talvez as mesmas lágrimas impediram a aproximação (ou pelo seu aspecto), pois as mesmas lágrimas cercearam a todos, que nem souberam o seu nome, justificando a surdês. Quanto ao clamor de sua alma, por uma mera e simples aproximação de alguns dos presentes, que seria o tudo, para com esse necessitado e marginalizado.

Por favor, isto não é uma crítica, é apenas a nossa realidade, até nas igrejas, onde as excelentes homiilias (pregações), nos fazem mais culpados (e omissos).

Um amigo (irmão) chamou-nos a atenção, porque, um certo casal não ficou sabendo, que os ajudamos; é a preocupação com o aparecer na "fita" para que alguém de direito faça alguma coisa.

Em nosso "SOS madrugada" ficamos maravilhados, com os jovens (das igrejas), abraçados a mendigos e viciados, sendo que até as rinites e asmas alérgicas destes ficam assim paralisadas. Pela enorme necessidade, cada um poderia ser o anjo da sua igreja (ou não), para que prestes socorro, em verdade. Grato!


Carlos Roberto dos Santos

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