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Tornozeleira ?entrega? autor de crime

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação

Valdemir Moreira Martins foi morto por presidiário em Jaú

A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) concluiu o inquérito instaurado para apurar a morte a facadas do agente penitenciário Valdemir Moreira Martins, 44 anos, ocorrida no início de abril. O rastreamento da tornozeleira eletrônica de Jair Alessandro Gomes Pereira, 26 anos, conhecido como “Pirata”, além de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, comprovaram o envolvimento dele no crime e ele teve a prisão preventiva decretada.

Jair está preso desde 8 de abril, quando o corpo do agente foi encontrado em um canavial. Desde o início, de acordo com o delegado da Delegacia de Investigações Gerais/Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DIG/Dise), Edmilson Bataier, ele negou a autoria do crime, dizendo que caberia à polícia comprovar seu envolvimento.

Durante as investigações, segundo o delegado, os policiais civis localizaram na residência da vítima documentos e fotos que demonstravam que ela e o acusado se conheciam há algum tempo. “As quebras de sigilo dos telefones da vítima e do autor do crime também demonstraram o contato entre ambos, inclusive no dia do crime”, revela.

Bataier conta que, na manhã do dia 7, quando a morte de Valdemir teria ocorrido, Jair utilizou um telefone público que fica na rua Vicente Di Chiachio Sobrinho, no jardim Orlando Ometto, próximo a residência de seus pais, para conversar com o agente. Nesse momento, ele ainda utilizava a tornozeleira, que só foi rompida após o crime.

“No momento e horário em que a pessoa que estava no orelhão fala com a vítima, na manhã do crime, a tornozeleira aparece no telefone público, ou seja, não resta dúvida que é ele quem está ali”, diz. O acesso aos dados de monitoramento do equipamento também prova que o acusado esteve no local exato do crime, no horário em que ele ocorreu.

“Também ficou comprovado que Jair utilizou telefones públicos próximos à sua residência para contato com a vítima e o rastreamento da tornozeleira também demonstra que era Jair que estava no telefone público”, afirma o delegado. Apesar da comprovação do envolvimento dele na morte de Valdemir, ele negou-se a revelar os motivos à polícia.

Como Jair roubou a carteira da vítima com dinheiro, além de um aparelho celular e um notebook, ele vai responder por latrocínio (roubo seguido de morte), com pena que varia de 20 a 30 anos de reclusão em caso de condenação. Com a decretação de sua prisão preventiva, ele deverá aguardar o julgamento preso na Penitenciaria de Avaré.

Relembre o crime

O agente penitenciário Valdemir Moreira Martins, morador de Bauru, foi encontrado morto a facadas, no final da tarde de 8 de abril, ao lado de seu veículo, um Fiat Siena de cor cinza, com placas de Bauru, em um canavial no Jardim Orlando Ometto, zona rural de Jaú. Além de perfurações na região do rosto, braços, mãos, costas e abdômen, ele apresentava um corte profundo no pescoço.

No mesmo dia, após denúncias e investigações comandadas pela DIG/Dise, Jair Alessandro Gomes Pereira, detento do Centro de Progressão Penitenciária II (CPPII) de Bauru que havia sido beneficiado pela saída temporária de Páscoa – a chamada saidinha – foi preso em flagrante acusado do crime. Ele estava com a tornozeleira de monitoramento rompida.

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