Tribuna do Leitor

Maioridade penal


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Tempos em tempos vem à tona a discussão sobre a maioridade penal e a agora, de forma oportunista, entra em cena um personagem com mandato popular se posicionando através da imprensa a favor da redução de 18 para 16 anos. Como cristão temos que rechaçar esse posicionamento equivocado, mais ainda quando somos provacados por um governador  que nunca foi capaz de apresentar políticas públicas a seus 645 municípios.

Pois bem, temos atualmente 84% da população brasileira no ambiente urbano, é natural que essa concentração urbana facilite a produção de delitos. Somado a isso temos ausência de políticas públicas. Portanto, o governador Alckmin ao invés de defender a mudança da maioridade deveria ter praticado e implementado ações sociais no Estado na qual ele governador, mas se esquece que esses menores que quer punir são filhos de seu governo. Exemplos não faltam, basta observar pela mídia a degradação do bairro da Luz na capital. A região foi tomada pelo crime organizado com a atividade livre do tráfico da droga. Atualmente é um bairro segregado, tomado por jovens, crianças, idosos usuários da maldita pedra. Pergunta-se: qual a moral que um governador do Estado mais rico da federação tem quando seu Estado vive situações como esta, que foi instituida durante sua gestão de vinte anos?    

Esse personagem usa a mídia sensacionalista tentando promover o senso comum em torno de um assunto na qual temos que raciocinar com a razão e não com a emoção. A CNBB - Conferência Nacional dos Bispos, já se posicionou contra, cumprindo um papel importante sobre o assunto e que tragam essa posição para as comunidades de suas paróquias.

Não podemos ficar de braços cruzados, caso contrário estaremos condenando nossas crianças no ventre da mãe, hoje é 16, amanhã é 14, daqui a pouco é 12. Tem que ser feita alguma coisa sim no Estatuto, mas não dessa forma. Temos pensadores neste país que podem contribuir muito nessa discussão, que eles sejam convocados para dar suas contribuições.

Gercio Bento

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