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Brasileirão: A bola pune


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No primeiro jogo depois da demissão do técnico Muricy Ramalho, o Santos não empolgou. Em uma partida de pouquíssimas emoções, a equipe comandada pelo interino Claudinei Oliveira saiu atrás em um gol de Vargas logo no início e achou o empate em um pênalti batido por Willian José. No fim, o empate por 1 a 1 com o Grêmio, ontem à tarde, na Vila Belmiro, acabou retratando uma partida em que nenhum dos dois times mereceu vencer.


Iniciando uma renovação depois da saída de Neymar para o Barcelona e a demissão de Muricy Ramalho, o Santos encerra a terceira rodada do Campeonato Brasileiro sem ainda ter vencido, com apenas dois pontos. O Grêmio, em dois jogos, tem quatro pontos. Nesta quarta-feira, os paulistas pegam o Criciúma, fora de casa. Os gaúchos recebem o Vitória.



O jogo


Sem Neymar e Muricy Ramalho, o Santos começou o jogo desnorteado e deu espaços para o Grêmio principalmente pelas laterais, com Pará e Alex Telles. O gol, aos 11 minutos, saiu do talento de Zé Roberto. O meia deu passe em profundidade, nas costas da zaga, e deixou Vargas cara a cara com Rafael. O chileno foi frio e bateu no contrapé do goleiro para fazer o que pode ter sido o último gol dele pelo Grêmio. Emprestado, pode voltar ao Napoli durante a Copa das Confederações. Antes dela, vai servir à seleção chilena.


O Santos de Claudinei Oliveira demorou, mas acordou e passou a dominar o jogo. Mas Montillo e Cícero não estavam em um dia inspirado e a bola chegava pouco a Neilton e Willian José. Tanto que a melhor chance santista no primeiro tempo foi em um chute de Léo, de longe, por cima do travessão.


O Grêmio recuou depois do gol e passou o restante do primeiro tempo sem assustar. O panorama não mudou depois do intervalo, exceto em um lance de Vargas, que cruzou rasteiro na área. Rafael se antecipou para tirar antes de a bola chegar a Barcos, trombou com Renê Júnior e precisou receber atendimento médico.


Como o jogo estava longe de ser bom, os dois técnicos tentaram mudar o panorama. Vanderlei Luxemburgo tirou Barcos para colocar Kleber. Claudinei foi corajoso. Sacou Renê Júnior para mandar a campo o atacante Gabriel e tirou Montillo, vaiado, para dar lugar a Felipe Anderson.


Não que a partida tenha melhorado, mas o Santos chegou ao empate. Após cruzamento na área, Souza tentou dominar a bola no peito e ela escorregou até sua mão. Pênalti que Willian José bateu com força, no meio do gol, para fazer o primeiro dele com a camisa santista.


Nos 15 minutos finais (contando acréscimos), os dois times criaram chances de vencer. Primeiro Vargas deu drible seco tirando dois marcadores, invadiu a área, mas chutou torto. Na sequência, Neilton tabelou com Felipe Anderson e bateu rasteiro. Dida pegou.


Aos 41 minutos, Rafael salvou o Santos e o trio de arbitragem. Elano cruzou na área e Kleber, claramente impedido, cabeceou para ótima defesa do goleiro. O árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique não parou o lance.

 

SANTOS

Rafael; Galhardo (Alan Santos), Edu Dracena, Durval e Léo; Renê Júnior (Gabriel), Arouca, Cícero e Montillo (Felipe Anderson); Neilton e Willian José. Técnico: Claudinei Oliveira (interino).

GRÊMIO

Dida; Pará, Bressan, Werley e Alex Telles; Adriano (Ramiro), Souza (Guilherme Biteco), Elano e Zé Roberto; Vargas e Barcos (Kleber). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Gols: Vargas (Grêmio); Willian José, de pênalti (Santos)

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ)

Renda: R$ 183.845,00 - Público: 6.329 pagantes

 

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