Brasil, um país onde a verdade fala mentira. E então, a tela fica negra com duas faixas, uma amarela e outra verde. Num piscar de olhos, apareceu uma Dilma Pinóquio Rousseff. Com discurso enredante, falas firmes e cativantes, ela enumerava as "conquistas" da educação no País, enquanto seu nariz crescia paralelamente. Lembrei-me da lousa rachada, da quadra estourada. Lembrei-me do docente perdido em um mundo paralelo e que há anos reproduzia as mesmas aulas do velho caderno conteudista e todo amarelo. Lembrei-me do diretor que não dirige de fato, pois o ano letivo é ditado pelo chefe do tráfico.
Fatos comuns quando falamos da educação pública no Brasil. Metodologias rudimentares aliam-se ao sucateamento do espaço físico. Capacitando as escolas não como pólos de desenvolvimento educacional, mas como depósito de candidatos a massa de manobra. Professor deveria ser sinônimo de mágico ou equilibrista. Cercado pelo ócio de desânimo e pelo gás da letargia aspirado ao longo dos tempos. A hora de reaprender a caminhar chegou, a bola agora está sendo passada aos "novos pedagogos". Façamos, a partir de hoje, como os grandes pioneiros, mas vamos redefinir o "caminho das Índias". Chega de verdades televisivas, é hora de matar de fome o pilar da mentira educacional. Mostrar que uma educação de qualidade pode deixar de ser lenda e se tornar algo palpável.
Erlon Araújo Franco - acadêmico de pedagogia