Bauru foi escolhida pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud) para participar de um estudo internacional sobre o enfrentamento às desigualdades sociais ao redor do mundo. No Brasil, a cidade é a única participante.
Segundo a secretária municipal do Bem Estar Social, Darlene Tendolo, a entrevista sobre os resultados obtidos por Bauru foi feita com em maio. “Nosso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), acima de 83%, é bastante significativo, maior do que a média do Estado e do Brasil. E é resultado direto da forma como o Bolsa Família foi gerido na nossa cidade”, afirma.
Em Bauru, o programa começou a ser implantado em 2003, mesmo ano do seu lançamento nacional. Darlene conta que o projeto foi apresentado pela Caixa Econômica Federal (CEF) e, a partir de então, iniciou-se o cadastramento das famílias de baixa renda da cidade.
“Coincidentemente, eu era titular da Sebes nesta época. Criamos o Cadastro Único e mais de cinco mil famílias se inscreveram. Muitas já recebiam o Bolsa Escola, mas os recursos do Bolsa começaram a ser repassados, efetivamente, a partir de 2005”, relembra.
Desde então, ressalta a secretária, milhares de pessoas foram beneficiadas. Incluídas no CadÚnico, muitas passaram a frequentar os cursos de capacitação profissional, como os oferecidos pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas) e Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além dos promovidos pela indústria e empresas concessionárias. “E, por exigência do Bolsa Família, as crianças têm de frequentar a escola. Ninguém está de braços cruzados recebendo dinheiro do governo”, defende Darlene.
De acordo com ela, atualmente 78.608 pessoas estão inscritas no CadÚnico de Bauru, totalizando 25.842 famílias. Destas, 10.040 são beneficiadas pelo Bolsa. “Por conta do programa, 94% das crianças de Bauru estão na escola e 79% são acompanhadas pelo sistema de saúde”, frisa.