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Vanessa dos Santos Melo: visual no estilo gótico para celebrar o rock |
O retorno do projeto Vitória Rock, na tarde de ontem, foi marcado pela paixão dos fãs do estilo musical, que compareceram em peso ao anfiteatro Vitória Régia e às redondezas do parque-símbolo de Bauru. Na ocasião, o secretário municipal de Cultura, Élson Reis, confirmou que o evento terá edições mensais durante o ano de 2013 e anunciou que, em algumas delas, o palco será aberto para outros ritmos.
Com exceção do mês de agosto, por conta do calendário de comemorações do aniversário da cidade, o Vitória Rock será realizado em todos os meses, até dezembro. Para julho, a data já está marcada: dia 7.
Em setembro, porém, quando o evento coincidirá com a Feira Regional de Artesanato, o Vitória terá espaço para outros ritmos musicais. “No final da década de 1980, isso já acontecia e vamos tentar resgatar. Sempre é positivo levar a diversidade cultural e, nesta ocasião, teremos um público mais diversificado. Além de setembro, pelo menos, em mais uma edição, vamos fazer isso também”, conta Élson.
A edição de resgate do Vitória Rock foi realizada pela Sociedade do Rock em parceria com a Prefeitura de Bauru. “Com o festival, nós cumprimos uma das missões da secretaria que é fomentar a apresentação de bandas locais e levar manifestações culturais para o público, de forma gratuita, e em um espaço incrível como este”, pontua Reis.
Vocalista da banda bauruense Overhead, Fábio Gamonar destaca o papel social do evento. “É muito positivo trazer os adolescentes para cá. Neste momento, eles poderiam estar em um bar”, comenta.
A banda apresentou, na tarde de domingo, repertório autoral que gira em torno do último disco, “A noite é meu lugar”. A Supersonica também representou o cenário roqueiro local, agradando ao público presente.
De fora
As outras duas bandas que se apresentaram na edição de ontem do festival foram as paulistanas Baranga Rock e Kiara Rocks. Esta última tocará na próxima edição do Rock in Rio.
Ela tem se destacado no cenário musical independente brasileiro. Assim como outros nomes de sucesso, o grupo surgiu quando Cadu Pelegrini decidiu montar um projeto no qual pudesse aproveitar e interpretar suas diversas músicas, inicialmente compostas em inglês.
Após anos de experiência, somando uma média de mais de 2 mil apresentações realizadas por todo o Brasil e a vontade de liderar uma verdadeira banda de rock, ele convidou quatro amigos de longa data que abraçaram a ideia sem pensar duas vezes.
Solidariedade
Pela primeira vez, o Vitória Rock foi beneficente. A Secretaria Municipal do Bem Estar Social (Sebes) recolheu roupas e cobertores em bom estado do público que prestigiou os shows. De acordo com o secretário de Cultura, Élson Reis, as próximas edições vão manter a característica. “Em julho, vamos arrecadar, mais uma vez, as roupas, por conta do frio. Depois vamos pensar em outras possibilidades”.
Amantes do rock
Os namorados Marcos Martineli, 49 anos, e Silvana Maldonato, 43 anos, são veterenos do Vitória Rock e comemoram, ontem, a volta do evento. “Sempre que dava, nós vínhamos antes de o festival acabar. Agora a gente torce para que continue porque é muito difícil encontrar um lugar com música ao vivo de boa qualidade, ainda mais gostando tanto de rock”, brinca ela.
Já Vanessa dos Santos Melo, 23 anos, acompanha o cenário do rock independente local nas apresentações de bandas que acontecem em uma república universitária de Bauru. “É demais trazer esse som para locais ao ar livre, onde todo mundo pode participar”.
Fã do estilo gótico, ela é adepta do visual característico. “Sempre me visto assim aos finais de semana”, revela.
