O vereador Markinho da Diversidade (PMDB) e o presidente da Câmara Municipal Sandro Bussola (PT) foram ontem ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para debater a situação vivida pelos funcionários da Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (Funcraf) que trabalham no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, o Centrinho.
Por decisão judicial, em 2011 eles começaram a ser desligados da unidade por não terem sido contratados por meio de concurso público. Novas contratações começaram a ser feitas pelo Centrinho dentro das regras exigidas, mas, de acordo com Markinho, a forma de seleção precisa ser rediscutida.
“Por mais que estas pessoas aprovadas em concurso sejam competentes, elas não têm o conhecimento e a experiência dos profissionais que estão, em muitos casos, há mais de 15 anos trabalhando diretamente com os pacientes do Centrinho, que são especiais. A gente entende que o MPT está obedecendo a uma questão técnica e legal, mas a humanização do trabalho único prestado pelo hospital também precisa ser considerada”, pondera Markinho.
Em reunião com o procurador Luís Henrique Rafael, ele e Bussola propuseram a realização de uma audiência pública para discutir, junto à USP, os critérios de seleção dos novos profissionais a serem contratados. Para o debate, que deve ser marcado para o final deste mês, também seriam convidados representantes da Funcraf e o promotor de Defesa da Cidadania, Fernando Masseli Helene.
A assessoria de imprensa do Centrinho adiantou que, por questões legais, a USP não pode considerar a experiência ou o currículo dos profissionais que se inscrevem em concurso público. Salientou ainda que o conhecimento dos candidatos é avaliado por meio da prova, que já contempla questões direcionadas ao atendimento específico prestado pelo hospital.