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Hoje tem México e Itália e Espanha e Uruguai


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Ricardo Moraes/Reuters

Xavi, um dos maestros da campeã mundial, que busca o título que falta em sua coleção de taças

Raríssimas vezes na história o torcedor brasileiro teve o privilégio de ver no País um duelo como o que será visto hoje, a partir das 19h, na Arena Pernambuco. Estarão em campo os atuais campeões do mundo e da América, Espanha e Uruguai. Não à toa, a procura por ingressos foi uma das maiores da Copa das Confederações -  as entradas estão esgotadas - e a expectativa pela partida é enorme no Recife.

A promessa é de um choque de altíssimo nível na abertura do Grupo B da competição. Um confronto de estilos. De um lado, os espanhóis com o seu insistente e envolvente toque de bola. Do outro, a força dos uruguaios, que marcam e partem para o contra-ataque com a eficiência de pouquíssimas seleções na atualidade.

O favoritismo pende para a Espanha, que entrou definitivamente na rota do sucesso a partir de 2008, quando conquistou a Eurocopa e acabou com a sina de que sempre montava boas equipes, mas era incapaz de obter resultados expressivos. Depois, a seleção ainda conquistou o título inédito da Copa do Mundo em 2010 e mais uma vez a Eurocopa, no ano passado. Para completar a sua sala de troféus falta apenas a Copa das Confederações, torneio em que os espanhóis decepcionaram em 2009, quando caíram na semifinal diante dos Estados Unidos, que na sequência foram derrotados pelo Brasil.

Flávio Alves/Futura Press/AE

Cristian Rodríguez é um dos três atacantes uruguaios na ousada formação da Celeste contra os espanhóis

O Uruguai também busca um título inédito. Mais do que isso, tenta provar para si mesmo que a sua volta ao grupo dos melhores do mundo não é passageira. O retorno à elite do futebol veio com o quarto lugar na Copa de 2010 (melhor campanha desde o Mundial de 1970) e a consolidação no ano seguinte, com o título da Copa América. Mas a fase atual não é das melhores. Nas Eliminatórias para o Mundial, a Celeste ocupa a modesta quinta colocação, o que obrigaria a equipe a ter de disputar em novembro a repescagem contra um time asiático.

A aposta é que a raça de jogadores como Lugano e o talento de atletas como Luis Suárez e Cavani façam a seleção uruguaia superar as suas deficiências e surpreender. A tarefa, no entanto, não será nada fácil porque do outro lado estará um time com um vasto repertório de alternativas. A Espanha é muito mais do que posse de bola. O time também prima pela eficiência com que o time ocupa os espaços, rouba a bola e parte ao ataque, por exemplo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na estreia contra México, Itália sonha marcar seu primeiro gol no Maracanã

 

Chegou o dia de os italianos finalmente jogarem no Maracanã. Eles passaram a semana falando sobre a emoção e o orgulho que sentiriam ao disputar uma partida em um estádio com tanta história e no qual sempre sonharam jogar. E hoje contra o México, às 16h, um deles poderá se tornar o primeiro a fazer um gol ali com a camisa da Azzurra (em sua única partida no estádio, em 1956, a Itália perdeu por 2 a 0 para o Brasil).

O favorito para conseguir esse feito é Mario Balotelli, o “Super Mario”, centroavante com faro de gol e jogador mais carismático do elenco. A dor na coxa direita que sentiu durante o treino de anteontem não deve atrapalhá-lo, segundo disse o médico Enrico Castellacci. E a jornalistas próximos o técnico Cesare Prandelli disse não ter dúvida de que ele jogará.

Com ele não há meio termo. Por causa de seu temperamento explosivo e a facilidade para se meter em polêmicas, ou é amado ou odiado. Prandelli é considerado o técnico que lida melhor com o temperamento de Balotelli. E isso é atribuído a dois fatores: sua experiência em trabalhar com garotos (ele ficou famoso como treinador por ter comandado com grande sucesso equipes de base da Atalanta) e o fato de que de vez em quando se comunica com o craque em dialeto bresciano - tanto um como o outro cresceram na região de Brescia.

A Copa das Confederações chegou em boa hora para os mexicanos. A equipe e a comissão técnica “mudaram o chip” e deixaram para trás as críticas por causa da campanha ruim nas Eliminatórias da Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) na qual têm uma vitória e cinco empates, com apenas um gol marcado, nas últimas seis partidas.

Todos os jogadores estão muito motivados para fazer um bom papel no torneio no Brasil. Para ajudar o time a relaxar, nada melhor do que as belezas do Rio de Janeiro. Os jogadores aproveitaram as horas livres que tiveram para ir à praia e fazer compras e se mostraram muito descontraídos.

O técnico Juan Manuel de La Torre espera que esse estado de espírito se reflita em campo diante dos tetracampeões mundiais. Ele teve a cabeça pedida por boa parte da imprensa e dos torcedores por causa do desempenho ruim nas últimas partidas das Eliminatórias, mas a Federação bancou sua permanência no cargo e garante que o manterá mesmo que a equipe vá mal na Copa das Confederações.

 

 

MÉXICO

 

Corona; Meza, Rodríguez, Moreno e Salcido; Torrado, Savana, Aquino, Guardado e Giovanni dos Santos; Chicharito Hernández. Técnico: Juan Manuel de La Torre.

 

 

ITÁLIA

 

Buffon; Abate, Barzagli, Chiellini e De Sciglio; De Rossi, Pirlo, Marchisio, Montolivo e Giaccherini; Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.

 

Local: Maracanã

Horário: 16h

Árbitro: Enrique Osses (Chile)

 

 

 

 

ESPANHA

 

Valdés (Casillas); Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué e Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e David Silva; Pedro e David Villa  Técnico: Vicente Del Bosque.

 

 

URUGUAI

 

Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín e Cáceres; Diego Pérez, Gargagno e Gaston Rodríguez; Cristian Rodríguez, Cavani e Luis Suárez. Técnico: Oscar Tabárez.

 

 

Local: Arena Pernambuco

Horário: 19h

Árbitro: Yuichi Nishimura (Japão)

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