Rui Falcão, presidente do PT, ataca ferozmente a imprensa, chamando-a de suja e reacionária, juntamente com as "elites" que nunca diz bem quem é. José Dirceu, Lula e outros mensaleiros condenados comparecem a eventos partidários e sociais com a pompa de heróis da Nação, quando recebem aplausos e ovações de repúdio à condenação de um processo judicial que consumiu 8 anos da vida do Supremo. O PT, vilipendiando a ética cada vez mais, fez movimentos nacionais para arrecadar dinheiro para pagar as multas das condenações dos petistas. Lula, do alto de sua ignorância, continua disparando que é amado no Brasil e só quem não gosta dele são as elites. Renan Calheiros (Deus nos salve) voltou à presidência do Senado com os crimes de peculato, formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro na bagagem e, de quebra, ainda temos que suportar outro maquiavélico assumindo o comando do Congresso.
Vivemos a era do deboche. Do deboche do homem público, do escárnio, da certeza da impunidade e da falibilidade do voto, que é tido como declaração de inocência de todos os pilantras. Vivemos a era do deboche maldoso, aquele que o debochador tripudia diante das fotos e provas de sua ilicitude. Rosemeire, a amante de Lula que mantinha um poder sem paralelo de corrupção governamental, é defendida pelo ex-presidente com argumentos de que ele é perseguido pela mídia e "as elite" (sic)! Renan Calheiros, diante das câmaras, ri dizendo que fará uma gestão transparente e ética. Perdoem-me pela inevitável escatologia, mas é apenas mais uma cusparada nas lentes das câmeras e no rosto de cada brasileiro inteligente que conhece seu passado sujo. Este é o Brasil de Tolos. É o Brasil das elites que tanto incomoda o esquerdismo. No âmbito municipal, vivemos o drama da má gestão ambiental, gerida por gente que nada entende de coisa alguma. Há muito a Semma atua como serraria. Sempre sem laudo, cortam árvores alegando "estarem doentes". Nenhum lugar no planeta tem tantas árvores doentes como Bauru. Ou, então, velhas. Ah, pobre daquelas que sobreviveram ao tempo, pois ao machado não fazem frente. Se não bastasse, soa como deboche a Semma divulgar que cortará árvores para coibir o consumo de crack. Afinal, ruas escuras são um risco à segurança! Transformemos tudo num plano de cimento! Que tal a Seplan derrubar viadutos que alberguem viciados? Quanto à Emdurb, Bauru já tem 10 vezes mais semáforos que a Capital. Ninguém os respeita. Colocar mais, como se vê rotineiramente, é outro deboche da gestão pública. Parece que a mera ideia de via preferencial é antiquada em um trânsito cada vez mais confuso. E, de deboche em deboche, vamos sendo obrigados a conviver com a idéia de que as coisas são assim mesmo e nada pode ser feito. Um dia aprendi que democracia era o governo do povo, para o povo, pelo povo. Isto sim é o pior dos deboches.
Ivan Goffi