Tribuna do Leitor

Formas de defesa para a terceira idade


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Sendo já uma veterana da terceira idade, hoje já quase ultrapassando a quarta (mais de oitenta anos), tenho alguma experiência de assédio de criminosos que procuram ludibriar os idosos.

A primeira e principal defesa é ser honesto, não querer tirar vantagem dos outros, como por exemplo no caso do bilhete premiado. Fui abordada por um sujeito vestido como um tipo de boiadeiro que veio com a conversa que era peão em Mato Grosso, tinha comprado um bilhete em Bauru e fora informado de que o bilhete estava premiado e não sabia como fazer. Indiquei-lhe a Caixa Econômica Federal, onde ele encontraria, logo na porta, um guarda gentil e prestativo que o atenderia e tratei de ir andando.

Outra vez uma jovem se me apresentou com um vasto mostruário de jóias faiscantes dizendo que eram jóias da família que ela estava querendo vender bem barato porque tinha pressa de pagar contas atrasadas e precisava imediatamente de dinheiro e dinheiro vivo.

Agradeci a gentileza da oferta mas disse que não estava interessada. Outra foi a oferta de uma firma do sul que queria comprar minhas ações de uma agência de turismo, chegaram a depositar onze mil reais na minha conta. Mas como o negócio era bom demais, fiquei desconfiada e procurei saber a origem do tal depósito e descobri que era de um cheque roubado, livrando-me assim de cair nessa. Além disso aprendi a não dar nenhum tipo de informação importante por telefone, peço que se comuniquem por carta e/ou com o meu banco, mas sem dar o número da conta, claro.

O único golpe do qual não consegui me livrar até hoje e ele já tem mais de dez anos, foi o golpe dos precatórios que o governo do Estado me aplicou e em mais de milhões de idosos como eu. Se mais jovens fôssemos poderíamos fazer a marcha dos espoliados pelo governo do Estado, que também aplicou seu golpe nos idosos, seus credores enganados há mais de dez anos.

Isolina Bresolin Vianna

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