Fotos: Divulgação |
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A droga estava acondicionada em tabletes |
A Polícia Rodoviária, com o apoio da Polícia Militar (PM), apreendeu anteontem na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255), em Bocaina (69 quilômetros de Bauru), mais de oito toneladas de droga, entre maconha e crack, que estavam escondidas dentro de caixas de som, no baú de caminhão com placas de Campinas. O motorista foi preso em flagrante. Conforme apurado pelo JC, o valor da carga – a maior apreendida nos últimos anos na região centro-oeste do Estado – pode ultrapassar R$ 2,8 milhões.
A abordagem ocorreu por volta das 20h, na altura do quilômetro 134 da rodovia. Policiais rodoviários desconfiaram de dois homens numa caminhonete Nissan/Frontier, com placas de São Carlos, que pareciam “escoltar” o caminhão, e deram sinal de parada aos dois veículos. O motorista do
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Além das drogas, foram apreendidos celulares e dinheiro |
caminhão obedeceu, mas os ocupantes da caminhonete seguiram viagem sentido Araraquara.
Ao vistoriar o baú do veículo, a equipe localizou várias caixas de som e banheiros químicos. No interior das caixas, havia 7.710 quilos de maconha e 500 quilos de uma substância que a Polícia Federal acredita ser crack, divididos em centenas de tabletes. Com o condutor E.A.M., 32 anos, que alegou ter saído de Ourinhos com destino a Araraquara, foram encontrados ainda R$ 6.053,00 em dinheiro.
A polícia solicitou o apoio de outras equipes, que conseguiram abordar a caminhonete no quilômetro 198 da rodovia Luis Augusto de Oliveira (SP-215), em Dourado. Os dois homens que estavam no veículo, F.B., 29 anos, morador de São Carlos, e N.G.R., 27 anos, morador de Araraquara, foram detidos e, junto com o motorista do caminhão, levados à Delegacia da Polícia Federal em Bauru.
Num primeiro momento, a Polícia Rodoviária divulgou que, além da maconha, havia apreendido 500 quilos de pasta base de cocaína. Porém, o delegado da PF Carlos Alberto Fazzio Costa acredita que o entorpecente é, na verdade, crack. “Pela aparência é crack. Nós estamos esperando o laudo químico definitivo que a perícia da Polícia Científica fez para gente”, afirma.
Segundo o delegado, apenas o motorista foi autuado em flagrante. Os outros dois homens foram liberados por falta de provas. “Os da caminhonete alegam que não conhecem o do caminhão, o do caminhão alega que não conhece os da caminhonete. Nós estamos realizando algumas investigações para tentar comprovar um vínculo entre eles, mas, até esse momento, não foi possível”, afirma.
Costa explica que as investigações prosseguem para tentar estabelecer um vínculo entre os três detidos. De acordo com ele, E.A.M. confessou que receberia R$ 10 mil para entregar a droga num posto de combustível em Araraquara e foi recolhido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. “Ele sabia que tinha droga no caminhão, mas não sabia quanto”, diz. Todo o entorpecente será incinerado.
Carga valiosa
A reportagem apurou que cada quilo de maconha é adquirido, em média, por cerca de R$ 50,00. Já o quilo de crack não é comercializado por menos de R$ 5 mil. Com base nesses valores, a carga apreendida pela Polícia Rodoviária pode ser estimada em R$ 2.885.500,00, um prejuízo considerável para o crime organizado.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, essa foi a maior apreensão de droga realizada no centro-oeste paulista nos últimos anos. O delegado Carlos Alberto Fazzio Costa revela que, até então, a maior delas havia ocorrido em 2001, quando a Polícia Federal de Bauru apreendeu 12 toneladas de maconha.
No dia 16 de outubro de 2011, a PF de Bauru apreendeu sete toneladas e meia de maconha em um caminhão. No dia 28 de novembro de 2011, a Polícia Civil de Bauru apreendeu quase 7 toneladas de maconha em uma propriedade às margens da rodovia Bauru-Ipaussu (SP-225), em Piratininga (13 quilômetros de Bauru).